[RESENHA VERUS] “O Rei Fugitivo” – Jennifer A. Nielsen


Autora: Jennifer A. Nielsen
Editora:Verus
Páginas: 282
Classificação: 5/5 estrelas

Jaron mal esquentou o trono, e sua coroa já está em risco! Poucas semanas após tornar-se rei, uma tentativa de assassinato obriga Jaron a tomar decisões difíceis e se perguntar sobre a lealdade de seu povo e seus regentes. Logo, torna-se claro que abandonar o castelo pode ser a única forma de salvação. Mas quanto mais Jaron foge de sua identidade, mais ele se pergunta se é possível ir longe.

Eles vão levar tudo o que temos e destruir tudo o que somos.

E se ele quiser ter uma chance real de sobreviver e surpreender a todos novamente, ele deve conhecer seu povo, e talvez uma ou duas pequenas ações façam a balança pender para seu lado, mas, principalmente, ele deve perceber que um rei não governa sozinho.

Um novo tipo de dor explodiu dentro de mim, algo diferente do que já senti antes. Se houve alguém que poderia um dia ter meu coração, eu havia acabado de tirá-la de minha vida para sempre.

Diferente de O Falso Príncipe, sua sequência já começa de forma frenética. Em O Rei Fugitivo,  os piratas querem a vida de Sage — ops — quer dizer, de Jaron, Vargan, outro rei, quer usurpar seu lugar, e os regentes só querem acreditar que tudo vai bem, e até mesmo os guardas do castelo acreditam que Jaron está imaginando uma guerra que está longe de acontecer. Ele não tem a lealdade nem o coração de ninguém. Se o rei não mudar isso, é provável que ele perca sua coroa e as poucas pessoas que ama.

Eu não vou começar a batalha, mas se ela vier eu vou terminá-la.

Como príncipe, ele foi deixado de lado, renegado, e sua morte foi sussurrada aos quatro ventos. Como rei, ele é taxado de inútil, incapaz, jovem demais para decidir pelo reino. Mas seja sendo rei ou mendigo, Jaron é o mesmo personagem encantador de sempre: feroz, esperto, uma criança que já mostra sinais de ser um adulto corajoso e um rei capaz, com feitos que serão contados ao longo dos séculos.

Eu não esperava muito do primeiro volume, e a história me bateu de formas que ainda está difícil explicar, e também não esperava que sua sequência fosse melhor, mas a autora está decidida a me surpreender sempre e me fazer babar por sua escrita. O Rei Fugitivo é ainda mais emocionante, a autora prezou ao máximo a amizade, e como dar o primeiro passo pode fazer toda a diferença.

Jaron não tem super poderes, mas é meu herói. Para quem ainda não leu O Falso Príncipe, leia, e para quem está aguardando ansiosamente sua sequência, se prepare, pois coisa boa vem aí. E o final, ah!, que final sádico. A Trilogia do Reino tem tudo para estar entre as melhoras sagas juvenis já escrita. Que J.K. Rowling me perdoe, mas se Jennifer A. Nielsen continuar escrevendo dessa forma, Rowling vai perder seu posto de minha autora YA favorita.

Qual é o ponto de ganhar a paz, se nos custa a nossa liberdade?


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Gabrielle

"Guerra é Paz. Liberdade é Escravidão: Ignorância é Força"

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