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RESENHA | “Em Pedaços” – Lauren Layne


Autora: Lauren Layne
Editora: Editora Paralela
Páginas:
248
Classificação:
2.5/5 estrelas

 

Em Pedaços é uma recontagem moderna de A Bela e a Fera e escrito como “uma história irresistível de perdão, cura e, acima de tudo, amor.” Para mim, foi só romantização de abusos e a um certo ponto da história me questionei se a mocinha era um ser humano ou somente um saco de pancadas.

A trama gira em torno de Olivia Middleton. Com 22 anos, ela vive em Nova York e parece ter uma vida dos sonhos: ela é  linda e rica, cheia de oportunidades. Mas por dentro ela guarda um segredo terrível: um erro que a afastou das duas únicas pessoas que realmente importavam na sua vida. Determinada a esquecer o passado, ela deixa Manhattan e vai trabalhar como cuidadora de um soldado recém-chegado da guerra. Mas o que ela não esperava era que seu paciente fosse Paul Landon, um jovem enigmático de 24 anos tão amargurado quanto cativante.

Não importa pra onde eu olhe, as paredes estão caindo. E essa garota continua despertando em mim a coisa mais perigosa do mundo. Esperança.

Se você lê romances com frequência, você com toda certeza já encontrou romances como este antes: mocinho machucado, mocinha que deseja ajudá-lo enquanto lida com seus próprios problemas. E sinceramente? Não tenho problemas com clichês. O clichê vende, e se tramas como essa se repetem é porque algumas vezes simplesmente queremos ler algo fácil e leve. Só que eu não sei como Em Pedaços acabou sendo classificado como um romance leve ou até mesmo uma história irresistível — o que foi quase irresistível foi tacar esse livro longe algumas vezes, confesso.

Veja bem, eu adoro recontagens de Bela e a Fera. Nosso mocinho, Paul Landon, é um veterano ferido, que perdeu pessoas queridas na guerra, me lembrando muito outro protagonista que eu adoro do livro Beleza Perdida, mas é só até aí mesmo porque ele está longe de chegar aos pés do protagonista do livro de Amy Harmon.

Paul Landon é tóxico. Repetidas vezes ele ataca Olivia, menospreza, humilha e a deixa pra baixo. E cada uma dessas vezes ela facilmente perdoa Paul e levanta a questão de que por amor vale tudo, até o perdão. Mas até que ponto? Onde fica o limite? E sinceramente, passou do ponto e mais de uma vez e esse papo de “ok, você me fez sofrer, mas tudo deu certo no final porque o amor venceu” soa muito como romantização da trouxice alheia.

Eu realmente entendo porque muitos gostam desse livro. Há muita atração entre Paul e Olivia, eles pegam fogo. Mas, honestamente? Não valeu meu tempo e eu queria nunca ter lido este livro porque infelizmente eu terminei essa história com uma sensação ruim e chateada com toda a situação. Só aprendi duas lições desta história: nunca mais vou ler algo da Lauren Layne e nenhum amor é maior do que o amor próprio.

Você fez com que eu me sentisse completo de novo. Pegou uma alma infeliz e em pedaços e mostrou como voltar a viver.


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Gabrielle

"Guerra é Paz. Liberdade é Escravidão: Ignorância é Força"

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