Autora: Holly Black
Editora: Rocco 
Páginas:
 272
Classificação:
 4/5 estrelas

Ainda que eu tenha começado Gata Branca sem saber muito bem onde estava me metendo — mais uma vez decidi não ler sinopse e abrir espaço para ser surpreendida –, Holly Black já é uma velha conhecida, a autora se tornou meu amorzinho justamente por adorar pender para o bizarro e jamais seguir a linha do óbvio e com essa receita não dá para se decepcionar.

Acho que o que dizem é verdade: amei demais para não odiar.

A história segue Cassel, o filho caçula de uma poderosa família de mestres da maldição, onde ele é o único normal, sem grandes poderes. Entretanto, mesmo como um reles humano ele tem seu passado sujo de sangue e, apesar do que dizem, sua vida não é tão descomplicada quanto o fazem acreditar ser.

E quando Cassel começa a sonhar repetidas vezes com uma estranha gata branca, um ataque de sonambulismo o põe em perigo e ele percebe que seus irmãos estão escondendo mais do que alguns segredos. Desconfiado, ele começa então a fazer uma busca em seu passado e em suas memórias, mas em um jogo de mestres, para escapar, ele deve ser mais do que um simples peão.

Mesmo depois que eles me espancaram, meu instinto foi de tentar salvá-los.
Agora, eu só quero vingança.

Basicamente tudo envolve família nessa trilogia. Os mestres da maldição são pessoas que possuem poderes que podem mudar a vida de uma pessoa, e juntos eles formam diversas famílias, uma máfia, onde cada um procura ser mais poderoso e corrupto do que o outro.

Nesse rebuliço todo está a família de Cassel, com sua mãe presa por manipular emoções, seu avô conhecido por ser um mestre da morte e irmãos que são importantes peças da poderosa família Zacharov. E esse pequeno grupo é tudo o que ele conhece, foram eles que o protegeram quando ele assassinou a preciosa filha dos Zacharov, seus irmãos são o que Cassel aprendeu a amar acima de tudo, e então ele descobre que cada um entende amor de uma forma diferente e a lealdade não tem lugar.

“Você fez isso. Você fez isso acontecer.”
“Não fui eu quem fez de você um imbecil.”

O livro é narrado  por Cassel e assim, como ele, em grande parte da trama nosso estado é de confusão. Algo está acontecendo, todos parecem ter segredos, inclusive nosso protagonista, ainda que ele não saiba disso, e tensão é crescente e por vezes eu queria entrar na história e socar algo, mudar algo, mas o máximo que pude fazer foi aguardar para ver o chicote estralar e o sangue rolar — e valeu a pena esperar! O rebote pode ser uma puta certas vezes, meus queridos, e gostei de ver quando chegou a hora de pagar.

Para um primeiro livro, Holly Black já começou bombando e sem medo de acabar com nossos corações. Gata Branca é um jogo de mentirosos, onde ganha quem acredita mais em sua mentira, e eu curti cada parte da história. Sem grandes complicações, a autora provou mais uma vez que ela sabe fazer acontecer sem precisar apelar para clichês.

Você acha que estou morrendo, mas estou rindo de você.

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Publicado em 05/10/2015
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