Autora: Holly Black
Editora: Rocco 
Páginas:
 368
Classificação:
 3.5/5 estrelas

Luva Vermelha é o segundo livro da série Mestres da Maldição, então se você não leu o livro anterior, pare aqui. Caso tenha interesse, clique aqui para ler a resenha de Gata Branca, primeiro livro da trilogia.

Eu me lembro de você, Cassel. Com todas as suas forças, você queria ser um de nós. Agora, é o melhor de nós.

Nessa sequência, Cassel deixa de ser o excluído da família para ganhar destaque como um poderoso Mestre da Maldição, algo que ele almejou por toda sua vida, até descobrir que a realidade é bem diferente quando ele é cercado por pessoas dispostas a tudo para controlá-lo, e assim controlar seus dons.

Sem poder confiar em ninguém, ele mais uma vez precisará usar sua perspicácia (leia malandragem) para escapar de um destino que não deseja. Mas ele não se safará ileso e muito menos sem sacrifícios.

Está mais do que evidente, desde seu primeiro livro, que Mestres da Maldição é sobre a família, os laços, dificuldades e sentimentos que a acompanham, e a autora abre espaço para isso em seu segundo livro, a relação entre os irmãos, ao que foram no passado e o que nunca poderão chegar a ser no futuro, o que joga um ar mais nostálgico a trama — e bem triste, para falar a verdade, principalmente quando tudo leva a crer que o próximo passo, o único passo, é aceitar que às vezes você precisa deixar ir.

Eu me pergunto  o que o garoto que eu era naquela época acharia das pessoas que nos tornamos.

Há também a grande ênfase no pânico gerado pela existência dos Mestres e como o que não é compreendido deve ser temido. Conecte a isso os problemas envolvendo as novas amizades de Cassel e a decisão estúpida de sua mãe de alterar os sentimentos alheios, e temos aí toda a trama de Luva Vermelha.

Dói pensar nela, mas não consigo parar. Tem que doer. Afinal, o inferno é para ser quente.

No geral eu classificaria esse livro como confuso porque não dá para saber ao certo onde Holly Black quer chegar com sua história e então acontece a temida maldição do segundo livro, onde ele fica a esmo na série, sendo usado mais como uma ponte para o desfecho da trilogia.

Não, com isso não digo que o livro é ruim, pelo contrário, a escrita ainda é maravilhosa, os personagens possuem carisma de sobra, apesar de ninguém ser preto no branco, seja ele mestre da maldição ou não, e nosso protagonista mais do que surpreende, mas Luva Vermelha foi até o amago somente um intermédio, nem de longe a obra prima que Alma Negra, o desfecho, promete ser.

Querido, nesse mundo, muitas pessoas vão tentar botá-lo para baixo. Elas precisam pisar em você para subir. Deixe que pensem o que quiserem, mas não deixe de se vingar. Se vingue.

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Publicado em 27/11/2015
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