Fantasia

Autora:  Danielle Paige
Editora:  Rocco
Páginas: 384
Classificação:
5/5 estrelas

Você viu os filmes, ouviu as músicas, leu sobre a estrada de tijolos dourados que leva a Cidade de Esmeralda. Amy Gumm também.

Amy é mais uma garota do Kansas, com seus cabelos rosa e moradora de um trailer com uma mãe depressiva e com certeza não é a garota mais popular da escola, e com tudo isso ela tinha lá seus planos pra fugir dali. Até o momento em que chega o tornado.

Eu não pedi por nada disso. Eu não pedi pra ser algum tipo de herói.

Então Amy vai parar em Oz, acontece que Oz não é a mesma Maravilhosa Terra; a estrada de tijolos amarelos está desmoronando, magia é proibida e você não sabe mais o que (e quem) é Bom e Mal.

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Autora: Colleen Hoover e Tarryn Fisher
Editora:  Hoover Ink
Páginas: 90
Classificação: 2/5 estrelas

Nesse volume, Silas e Charlie estão mais próximos de resolver o enigma em volta do motivo de perderem a memória repetidamente. Após acordar, Charlie mais uma vez não faz a mínima ideia de quem é. Porém, dessa vez, Silas não perdeu a memória dos últimos dois dias. Qual seria o motivo? O que ele fez diferente de Charlie que o levou a isso?

O primeiro pensamento de Silas é não contar essa novidade a Charlie para não assustá-la, mas seria essa a decisão correta a se tomar? No pouco tempo que lhes restam, ambos procuram com unhas e dentes a resolução do mistério que lhes acercam.

“Quem quer passar o resto da vida sem saber quem é?”

“Eu poderia passar todos os dias conhecendo você novamente, Charlie, e eu não ficaria cansado disso.”

Depois de cerca de oito meses do lançamento da parte dois, finalmente a nossa ansiedade acabou e temos em mãos a terceira e última parte da série. Porém, após tanto tempo esperando, confesso que foi um pouco difícil me recordar dos pequenos detalhes da história de Silas e Charlie. Mas aos poucos eu consegui me lembrar e o que restou foi a expectativa do que seria o tão aguardado final dessa série incrível.

Porém, em 92 páginas, as autoras Colleen Hoover e Tarryn Fisher conseguiram acabar com a série que estava se tornando uma de minhas preferidas. O enredo que elas criaram era muito bom. A forma como escreveram o mistério e descreveram o passado dos personagens foi espetacular. Mas, ao verem toda a expectativa criada nos fãs, elas ficaram sem ideias (uma que realmente valesse a pena) para a resolução do livro.

Não podemos mudar quem fomos no passado, Charlie. Mas podemos controlar quem somos no presente.

Não me entendam mal, de certa forma, Never Never: Part Three, até que foi bonitinho. Mas, não foi AQUELE FINAL que tanto esperei. Não sei dizer se alguém, ao ler as três partes de uma vez e sem ter tanta expectativa quanto todos nós tivemos, vai conseguir ter um conceito maior sobre o final, mas eu sei que eu e mais tantos outros leitores ficamos muito decepcionados.

Por incrível que pareça, ainda consegui tirar algum proveito do livro. Bom, os personagens amadureceram com tanto que passaram; Colleen e Tarryn tentaram nos mostrar a força do amor na vida das pessoas; e na última página ainda consegui soltar uma risada, com algo bem cômico que as autoras decidiram colocar lá. Mas, tirando isso, Never Never: Part Three foi uma completa decepção.

Nós queremos encontrar alguém que acredite em nós. Que tomará nosso lado e nos fará sentir menos sozinhos.


Autor: Jessie Burton
Editora: Intrínseca
Páginas: 352
Classificação: 3.5/5 estrelas

Vi esse título pela primeira vez na votação de melhores do ano do Goodreads em 2014. Na época, fiquei encantada com a capa, mas com um pé atrás porque estava na categoria de melhor ficção histórica, que não é lá meu gênero favorito. O grande diferencial? O livro também era indicado como fantasia e fantasia já é bem mais a minha praia, então sempre ficou ali, na fila, meio à espreita. No final do ano, a Intrínseca trouxe o título para o Brasil e eu enfim agarrei a chance da leitura.

A primeira coisa a se mencionar é que ele está mesmo muito melhor classificado como ficção histórica do que como fantasia, de fato. O pouco de “sobrenatural” que há no livro, para mim, não é sobrenatural em absoluto, embora haja espaço para interpretação. Miniaturista, na verdade, é um caso bem clássico de um livro que cada leitor vai ler de uma maneira diferente, então pode ser que outra pessoa veja as coisas de outra forma, mas fiquei com a impressão de que tudo podia ser racionalizado.

“Mulheres a bordo trazem azar”.

“Elas só trazem o azar que os homens dão a elas”.

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Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 560
Classificação: 5/5 estrelas

Cassandra Clare é o poder! Para mim, beira ao absurdo a capacidade que essa mulher tem de reinventar e expandir o próprio universo sem andar em círculos ou parecer repetitiva. Estou há dois anos sem ler algo dela, desde o fim de Os Instrumentos Mortais e, confesso, tinha me esquecido da sensação maravilhosa que é viajar em meio as páginas da escrita fantástica de Clare e os seus Shadowhunters. Mas – pausa para respirar –, vamos em partes.

Dama da Meia-Noite é o primeiro volume que abre as portas para uma nova trilogia envolvendo os Caçadores das Sombras. Os Artifícios das Trevas narra a trajetória de Emma Carstairs e Julian Blackthorn, parabatais que nutrem uma amizade sem igual e que servem de apoio um para ao outro em meio aos desafios e fantasmas que possuem.

Emma correu pelas escadas. […] Ele preencheu a visão dela; era tudo que ela conseguia enxergar. Não só o Julian como estava agora, caminhando até ela no chão com o desenho do Anjo, mas Julian lhe entregando as lâminas serafim às quais dera um nome, Julian sempre lhe dando um cobertor quando ela sentia frio no carro, Julian diante dela na cidade do Silêncio, com fogo branco e dourado se elevando entre eles enquanto recitavam seus votos de parabatai.

Emma busca a verdade sobre a morte de seus pais após a Guerra que culminou em inúmeras transformações nas regras dos Shadowhunters, enquanto que Julian tem que se preocupar em cuidar de seus irmãos e do Instituto de Los Angeles, além de guardar a sete chaves um grande segredo. Em meio a tudo isso, assassinatos de seres humanos e fadas que possuem padrões semelhantes aos dos pais de Emma vão desencadear uma investigação que pode levá-la a explicação de toda a tragédia, mas nem sempre a verdade é o que queremos que ela seja.
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Autor: Guy Gavriel Kay
Editora: Arqueiro
Páginas:
368
Classificação:
3/5 estrelas

Tigana, de Guy Gavriel Kay, é o primeiro livro de uma duologia que propõe uma aventura cheia de camadas para o leitor desvendar. Antes publicado pela Saída de Emergência, o título agora faz parte da Arqueiro, editora do Grupo Sextante.

O fundo principal da história se baseia em sentimentos como o amor e o ódio extremos, a defesa dos valores e origens enraizadas dos personagens, retratando de forma bela e crua a busca de seus personagens pela vingança em nome de “Tigana”, que após sua derrota sumiu do mapa e apenas seus antigos habitantes lembram de sua existência e nome.

Aquilo durou desde aquela primeira noite por toda a primavera, e durante o começo do verão. O pecado dos deuses, como era chamado o que fizeram.

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Autora: Rosamund Hodge
Editora: Novo Século
Páginas:
 314
Classificação:
 3.5/5 estrelas

Beleza Cruel é mais uma recontagem do clássico A Bela e a Fera. Neste livro, conhecemos Nyx, que antes mesmo de nascer foi prometida ao homem que muitos acreditam ser o governante não só do povoado como também dos demônios que o assolam.

Não nasci para ser salva.

Amargurada e com medo, Nyx, com dezessete anos, finalmente se une a Lorde Gentil, e em seu castelo ela espera colocar seu plano de matá-lo em ação. Nyx só não esperava descobrir um homem sedutor e enigmático em Lorde Gentil, muito menos esperava se apaixonar.

Oookay, já deu para sacar o clichê? São vários os livros envolvendo um plot à la Bela e a Fera, e mesmo que esse livro se inclua no pacote, não se engane, Rosamund Hodge foi muuuito além disso. Para começar, dessa vez encontramos nossa protagonista não como a filha predileta, mas uma garota relegada para se tornar um cordeiro de sacrifício, pronta para pagar pelo pecado de um pai que sequer liga para ela. Se algum personagem realmente se encaixa, seria a Fera, ou melhor dizendo, Lorde Gentil, um homem repleto de enigmas e mal compreendido, digamos.

“Você ficou tão forte… Está quase pronta.”
“Eu não me sinto pronta.”

Outro ponto que destoa é o mergulho da autora em mitologia grega, folclores e lendas e essa junção forma um mundo novo, é como entrar de cabeça em Alice no País das Maravilhas, com portas que levam a lugar nenhum e caixinhas que podem conter a razão de tudo.

E no geral, não posso dizer que foi uma leitura que devorei, mas a narrativa realmente me prendeu, a todo momento eu queria entender o que realmente estava acontecendo, qual era a grande charada. Nyx também foi uma protagonista ímpar, ora cruel, ora divertida, e enquanto eu estava em dúvida quanto a ela e sua história, Nyx mostrou para que veio em seu primeiro encontro com Lorde Fera, aaah!, que encontro magnífico, tudo que começa entre tapas e beijos ganha minha atenção e foi aí que a história me ganhou.

“Pode ser que eu ainda queira matar você.”
“E quem não quer?”

E há muito mais do que uma “fera” trancada em um castelo e uma garota que precisa pagar pelos erros de seus pais, há toda uma trama, magia, segredos, traições e um último sacrifício, há ainda personagens que se provam mais do que o esperado. E com tudo isso, toda essa energia e construção para algo grande acontecer, o desfecho foi como tirar doce de criança, como se após a metade da história a autora começasse a perder a direção, sem saber bem para onde ir ou qual caminho escolher.

“O que você vai fazer?”
“O que precisa ser feito.”

Simplesmente não consigo explicar ou entender como a autora perdeu a mão, mas sim, algo aconteceu nas últimas páginas, é como se houvesse pressa para chegar a um desfecho, e uma protagonista que tanto surpreendeu mostra-se tapada, sem pensar muito em suas decisões ou no resultado que pode vir da mesma. Tudo bem, eu aceito más decisões, faz parte da trama, mas o que é complicado engolir é toda a desconstrução da personagem, que em duzentas e poucas páginas vemos amadurecer e virar dona de si, para então jogar tudo para o alto.

Beleza Cruel, no fim, pode ser apontado como aquele livro que quase chegou lá, mas seu desfecho é confuso. Ainda que responda todas as questões deixadas no ar, está longe de dar aquela sensação de encaixe perfeito, de dever cumprido. Foi bola fora, Rosamund Hodge, e ainda por cima nos 45 minutos do segundo tempo.

Vamos fingir que sabemos amar. E quem sabe um dia conseguiremos aprender.


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