[RESENHA NOVO CONCEITO] “Fênix: A Ilha” – John Dixon


Autor: John Dixon
Editora: Novo Conceito
Páginas:
336
Classificação:
3/5 estrelas

Sabe quando você precisa de um livro punk, diferente e bem inovador para ganhar o final de semana? Pois é, foi nesse estado que peguei Fênix: A Ilha para ler nesse final de semana e ele realmente possui uma característica mais punk, agora em inovação o livro desejou bastante a desejar. Na verdade, em vários outros pontos ele deixou a desejar.

O livro é um sci-fi jovem adulto que gira em torno de Carl Freeman, narrado em terceira pessoa tanto por ele e algumas poucas vezes por outra personagem. Carl é um garoto que cresceu se metendo em encrencas ao defender os mais fracos e em razão disso diversas vezes foi parar no tribunal. Agora um órfão, sua última chance de redenção, teoricamente, está na Ilha Fênix.

Mas ao chegar lá o que encontra não é um local para consertar os desajustados. Inicialmente, a ilha parece o que o juiz disse: o lugar reforma jovens delinquentes ao seguir um treinamento de exército, ou seja, eles precisam lutar, aprender como sobreviver, entre outras peripécias. Mas conforme o tempo passa e um estranho diário aparece, pessoas começam a desaparecer e a ilha se torna um local mortal, onde não se adaptar pode significar algo pior do que a morte.

Que potencial, e que decepção! A sinopse de Fênix: A Ilha logo de cara me lembrou The 100, mas conforme as páginas passavam foi a maravilhosa saga Fuga de Furnace que me veio a mente, aliás há muitas similaridades entre uma saga e outra, sendo Furnace melhor, bem melhor. O mais engraçado, e irônico, é que o livro de John Dixon até serviu como base para a série de tevê Intelligence e comenta-se que os próximos livros serão melhores, o problema é que a vontade de acompanhar a saga termina logo no primeiro livro.

Mas, afinal, o que há de tão ruim? Bem, o livro é bem inconstante, o garoto ora se mostra desconfiando de tudo e todos e então, em algumas viradas de páginas, começa a acreditar que nem tudo é tão ruim, que talvez tenha sido tudo coisa de sua cabeça, e você pode até tentar ignorar isso se não houvesse outros tantos trechos sem muito nexo e une-se isso com o ritmo lento que permeia todo o livro  e logo senti que me arrastava para conseguir ler Fênix: A Ilha até o fim. Sinceramente, o livro não rende, as cenas não emocionam, e quando  a tensão atinge picos altos, dura pouco e, no geral, decepciona.

Se eu considerar somente o desenvolvimento da história, então, meus amigos, o autor deveria ficar contente com a classificação de meras duas estrelas, mas com uma base tão boa e, sim, eu ainda acredito que a sequência pode chegar a tornar-se algo brilhante, e em razão disso o livro chega a duros três estrelas, mas foi difícil, confesso.


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Gabrielle

"Guerra é Paz. Liberdade é Escravidão: Ignorância é Força"

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