O novo Bela e a Fera é para chorar de tão lindo!


Dificilmente quem foi criança nos anos 90 passou batido pelos clássicos da Disney, eu tinha a coleção dos filmes e sempre assistia sozinha, com minha mãe ou minhas tias. E desde criança, apesar de amar os desenhos, eu e minhas tias ficávamos imaginando as versões live action desses filmes. Fico feliz que a Disney está usando a tecnologia para resgatar essa paixão infantil. Essa fase de remakes que começou com Malévola, seguidos por Cinderela e Mogli, já tinham trazido ao meu coração uma felicidade imensa, e com o anúncio de A Bela e a Fera não foi diferente.

A animação de 1991 já foi um marco, além de trazer várias inovações técnicas para a época como o uso do computador para fazer algumas cenas, foi o primeiro filme de animação a ser indicado ao Oscar de melhor filme, numa época onde não existia categoria de melhor animação e só eram 5 concorrentes, ou seja, não era qualquer coisa. Na época ele ganhou melhor trilha sonora e canção original.

A versão live action segue exatamente o roteiro do original, com algumas mudanças e melhorias. O roteiro de Stephen Chbosky (O autor de As vantagens de ser invisivel) e Evan Spiliotopoulos segue a mesma linha percorrida por Linda Woolverton na animação. Incluindo diversidade, algumas semlhanças com o conto original, o passado dos pais da Bela, da Fera e tirando trechos que hoje em dia não funcionam mais. Mesmo assim, a história continua praticamente a mesma.

A direção é do Bill Condon (diretor da Saga crepúsculo amanhecer partes 1 e 2) e ele faz uma direção segura, sem muitas invenções estéticas, mas com bastante eficiência. Conseguiu administrar bem a união entre o CDI com os demais humanos e transpor os cenários da animação para a realidade. A computação gráfica é muito eficiente, a Fera é quase perfeita, e os demais personagens que compõem a decoração do castelo também são muito bem feitos. O trabalho dos atores não se esconde diante dos recursos tecnológicos.

Este é um filme mais musicado, além de todas as músicas que conhecemos, com algumas mudanças nas letras, temos novas músicas. O mestre Allan Menken responsável pela trilha sonora da animação e da versão para a Broadway está de volta e re imaginou tudo que ele havia feito em 91. Ele é um dos meus compositores favoritos e escreveu minhas trilhas sonoras favoritas da Disney, sempre fui fã.

 

O elenco deste filme beira a perfeição. Emma Watson é a Bela, fico feliz dela ter recusado La La Land para fazer esse filme, não teria outra atriz para fazer a personagem, ela continua leitora voraz, mais sarcástica, mais determinada e muito mais girl power que a do desenho, e canta com muita eficiência. Perfeita. Luke Evans é a encarnação do Gastão, fisicamente ele está igual ao desenho só que melhor, ele é mais cruel do que possa aparentar, e cantando está muito bem. Josh Gad de Lefou é uma das melhores coisas desse filme, ele é um cantor nato e um cara de musicais, trouxe essa nova vertente para o personagem que é assumidamente gay. Um aviso muito importante para aqueles que pensam em não levar as crianças para ver o filme por causa que tem um gay em tela: é tudo muito sutil, não é nada escancarado, a mente inocente de uma criança não irá se importar com isso. Kevin Kline faz Maurice, e imprime uma fragilidade muito mais saliente que a vista na animação, você vê como a morte da esposa o afetou e nem por isso ele reprime sua filha.

Dos seres animados do castelo da fera, destaque para Ewan McGregor de Lumiére, Emma Thompson como Madame Samová e Ian Mckellen como Horlog. O timing cômico está sensacional, principalmente entre Ewan e Ian — assim como no desenho, eles são a melhor dupla deste filme. E claro, ouvir  Ewan Mcgregor cantando nunca é demais. Óbvio, deixo o melhor pro final:
O que falar de Dan Stevens? Claro que a maior parte em cena é dele de Fera e com uma voz modificada por computador, mas ainda dá pra reconhecer ele por debaixo de tanto CGI, e sinceramente, amei essa Fera. Nem sei expressar, mas o visual, junto com a voz e a atitude dele no personagem, vão te conquistar.

A Bela e a Fera é um sonho tornado realidade para todos aqueles que amam a animação. E para aqueles que nunca a assistiram ou não gostaram, deem uma chance para este live action! Por fim, esse é um filme essencial para os amantes de livros, pois a leitura é algo que se torna ainda mais importante para os personagens nessa versão. Dá um orgulho um filme desse, é um excelente exemplo para as meninas e meninos verem a leitura como algo não só divertido mas também como natural.

Vontade de rever a exaustão. Que época boa para ser fã da Disney. E se você é muito fã, leve os lencinhos, que é pra chorar de tão lindo.

O filme estreia em 16 de março.

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Virginia Bizerra

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