RESENHA INTRÍNSECA | “A Espada do Verão” – Rick Riordan


Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Páginas: 448
Classificação: 4/5 estrelas

Magnus Chase é um adolescente que passou os últimos anos morando na rua, após sua mãe ter sido assassinada por lobos em um acidente meio que “surreal”. Desde então, o garoto vive de sua inteligência, sobras de comida e com uma ajuda um tanto “especial”, digamos assim. Ele se manteve distante de qualquer parente, fazendo o possível para não ser encontrado. Mas tudo muda para ele quando um tio que sua mãe havia orientado que Magnus ficasse longe o encontra e revela sua origem: o menino é filho de um deus nórdico. Depois de ser levado a lutar contra um gigante de fogo que está destinado a trazer a destruição aos 9 mundos, Magnus morre, mas apenas para abrir as portas de realidades que ele acreditava serem apenas lendas.

“Você parece o Kurt Cobain,” minha mãe dizia, para me provocar. “Eu adorava o Kurt, pena que ele morreu.”
Ah, adivinha, mãe!, pensei. Agora também tenho isso em comum com ele!

Depois de se enveredar nos caminhos da mitologia greco-romana e egípcia, tio Rick resolveu investir em um novo berço de lendas: a mitologia nórdica. O primeiro livro dessa nova série, quando anunciada, deixou temerosa uma legião de leitores de Rick Riordan. O medo, em essencial, era de que o autor caísse na mesmice de suas histórias que mesclam mitologia e aventuras mágicas em um contexto divertidamente atual. Eu, particularmente, tive acesso apenas a série completa de Percy Jackson e os Olimpianos, saga literária que amo de coração e que era obrigatória em minha estante em minha fase juvenil. Felizmente, embora hajam elementos que nos remete aos seus trabalhos anteriores, isso em nada atrapalha o fluxo da leitura.

Foi engraçado me pegar no decorrer da leitura me enganando estupidamente ao querer prever os próximos passos dos personagens levando em consideração o desenrolar do universo de Percy Jackson. O leitor sente que Rick Riordan se diverte com isso, além de ser bem feliz naquilo que constrói. É o tipo de narrativa que apesar de fácil é muito rica, e nos prende do início ao fim. É começar o primeiro capítulo e dois dias depois estar clamando pela continuação do livro SACANAGI .

UAU, Magnus, você deve estar pensando. Isso foi… burrice!
Obrigado, tenho meus momentos.

Assim como Percy Jackson, temos um protagonista irreverente, mas com o seu próprio conjunto de individualidades que formam sua personalidade, o que é um ponto MUITO positivo. Magnus Chase é debochado em um nível que quebra as barreiras literárias e conversa com o leitor. Me diverti muito em suas primeiras aventuras. Gradualmente, vamos conhecendo uma série de personagens bem característicos que deixam sua marca na trama, sendo bons, maus ou apenas interesseiros. Divertidos? Quase sempre.

Ao contrário da mitologia grega, que eu já conhecia bastante antes de ler Percy Jackson, não sei muito sobre mitologia nórdica. Isso me proporcionou uma experiência muito interessante porque foi tudo muito novo para mim, então me arrisco a dizer que no geral a trama foi de maior proveito para mim, embora Percy tenha lugar cativo em meu coração. <3

Agora, o que realmente me incomodou foi a escolha do Rick em relacionar os dois universos. Ao invés de fazer uma história à parte, o autor faz coexistir ambas as mitologias e seus deuses. Fato que reforça isso é que Magnus é primo de Annabeth Chase, uma das protagonistas da série que tinha como base a mitologia grega. Fico com um pouco de receio em como ele vai trabalhar com isso, porque, pelo menos para mim, um choque “territorial” bugou meu cérebro! (kkkkkkkk).

Escolhido por engano, não era sua hora,
Um herói que, em Valhala, não pode permanecer agora.
Em nove dias o sol irá para o leste,
Antes que Espada do Verão a fera liberte.

Fico no aguardo do segundo livro da série, O Martelo de Thor, que ainda não tem previsão de publicação por aqui, e nem mesmo saiu lá fora até o momento. Vamos lá sofrer mais uma vez esperando o desfecho dessas séries do tio Rick que deixam pontas para a curiosidade gritar. Fazer o que, né? O cara é o rei em reinventar e dar novo vigor às lendas.


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Valdesson

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