RESENHA INTRÍNSECA | “Cidades de Papel” – John Green


Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 368
Classificação: 3/5 estrelas

Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman são vizinhos desde crianças. Mas pararam de falar a partir do momento que, juntos, eles encontraram um corpo sem vida. Não porque Quentin não queira. Afinal, ele a ama desde então e passa a maior parte do seu tempo na escola observando-a e admirando-a. No entanto, Margo o trata como se a amizade deles nunca tivesse existido. Por isso, é uma surpresa quando certo dia Quentin estava pronto para ter uma boa noite de sono e, de repente, Margo apareceu em sua janela. Ela queria uma noite de aventuras e Quentin obviamente não negaria esse pedido.

Esta vai ser a melhor noite da sua vida.

No outro dia, ele acredita que tudo vai ser diferente, que eles vão conversar e serem amigos e quem sabe, se ele tiver sorte, seus sentimentos por ela serão recíprocos. Mas ele não esperava que depois da noite de aventuras Margo fosse fugir, e nem mesmo contaria a ele.

Mas sempre que Margo foge ela deixa pistas. Ninguém consegue entende-las, mas quem sabe dessa vez ela as deixa para ele? E então Quentin e seus amigos começam a busca pelas pistas deixadas por Margo. E, enquanto isso, vivem a felicidade de seu último ano na escola.

Esse é meu segundo livro de John Green e, bom, me decepcionou. Não por ser um livro ruim, mas, pelas expectativas que tinha a respeito dele. Com o filme, boas avaliações e resenhas eu esperava que Cidades de Papel fosse espetacular, mas, na verdade, não passou de uma simples nota 3.

Isso sempre me pareceu tão ridículo, que as pessoas pudessem querer ficar com alguém só por causa de beleza. É como escolher o cereal da manhã pela cor, e não pelo sabor.

Para começar o enredo foi muito fraco. Tudo se voltou a vida de Margo. E Quentin passa o livro inteiro obcecado pela ideia de encontra-la. E isso irrita bastante. Você fica com vontade de chacoalhar o menino e dizer “acorda, vive sua vida!”. Também achei estranho o fato de os pais dela não se importarem tanto com o sumiço da filha. O que geralmente vejo são pais preocupados com os filhos, mesmo depois que eles se tornam maior de idade.

Claro que Cidades de Papel teve seus pontos altos. Gostei do cenário de último ano e de todos estarem preocupados com assuntos triviais como terminar escola, o que fazer depois, planejar formaturas e se divertir em festas. Realmente me senti vivendo essa fase novamente. Também me diverti com a amizade de Quentin, Ben e Radar. Cada um tem suas qualidades e defeitos e em meio a tudo isso, conseguiram encontrar forças em sua amizade. Achei interessante como ao chegar à reta final do ensino médio, todos os alunos esqueceram as linhas de separação entre nerds, populares e afins e juntos concluíram o ano. É bem difícil isso acontecer em uma escola atualmente, mas, é bem legal de se ler.

Além disso, consegui concluir a leitura aprendendo que, ninguém precisa viver em função de expectativa de outros. Não é porque a fórmula da ‘vida perfeita’ de estudar, casar e ter filhos serve para alguns que também deve servir a você. Somos livres para fazermos o que quisermos com nossas vidas, e o mais importante: sermos felizes. Enfim, Cidades de Papel não é o pior livro do mundo, mas, também não é o melhor deles. Acredito que se você começar a leitura sem nenhuma expectativa vai ter uma experiência muito melhor do que a que eu tive.

Na minha opinião, todo mundo tem seu milagre. (…) Meu milagre foi o seguinte: de todas as casas em todos os condados em toda a Flórida, eu era vizinho de Margo Roth Spiegelman.


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Gabriela

"Nunca deixe os seus sonhos para trás".

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