[RESENHA BENVIRÁ] “Solitária” – Alexander Gordon Smith


solitaria

Autor: Alexander Gordon Smith
Editora: Benvirá
Páginas:
 264
Classificação:
 4.5/5 estrelas

Se você não leu Encarcerados, não siga em frente nessa resenha, pois haverá spoilers do livro anterior.

Solitária é o segundo volume de uma saga de cinco livros, Fuga de Furnace. No livro anterior, Alex, Gary e Zê chegaram a um passo da tão almejada liberdade, mas essa tentativa de fuga os levaram direto ao buraco. Presos em um caixão de pedra, Zê e Alex estão pendendo sob a loucura, e quando sóbrios eles devem encarar ratos e os homens de ternos pretos. Durante trinta dias, eles se dividem entre as brincadeiras que suas mentes fazem, mas também na busca por uma nova rota de fuga em Furnace.

Matei pequenas partes de pessoas; retalhei-as por dentro; eu as magoei tanto que elas desejaram estar mortas.

E é nessa busca que descobrem a enfermaria e que há mais sobre Furnace do que foi dito. Qual é o verdadeiro objetivo da penitenciária e como escapar novamente? Com o tempo se escorrendo e a data para eles virarem mais uma nova espécime se aproximando, para sobreviver eles devem enfrentar a mente por trás de Furnace, e destruí-la antes que seja tarde demais. Entretanto, quem é a real pessoa por trás de tudo?

Em Solitária o leitor começa a entender que Furnace é muito mais do que os olhos vêem. O livro é melhor do que o anterior, mas não tão bom quanto sua sequência, já que o ritmo um tanto lento em algumas partes do livro chega a incomodar.

Para nossos protagonistas, o medo pode ser paralisante, mas a maior inimiga, talvez, seja a esperança. E ao encarar a morte, enquanto alguns padecem, outros surpreendem, e Alex e Zê fazem parte do segundo grupo. Se antes eu achava que o primeiro livro foi repleto de um jogo psicológico, no segundo a dose foi mais do que duplicada, é impossível de medir.

É comum achar artigos discorrendo sobre o estudo de como um humano age ao ficar muito tempo sem ser exposto a sociedade, como o psicológico pode se deteriorar facilmente em pouco tempo, e foi exatamente isso que aconteceu em Solitária.

Não desista, Alex, não os deixe vencer. Você os venceu uma  vez e pode conseguir de novo. Não deixe que este lugar os destrua.

Com todos esses pontos positivos, e alguns tantos negativos, o que mais se destacou foi a amizade entre três garotos. Creio que raras vezes li um adeus tão simplório e belo, triste e desgarrador. O livro de Alexander Gordon Smith deixou de lado todos os clichês e escolheu fazer melhor, algo memorável, que não pode ser definido para um público especifico. Fuga de Furnace foi escrito para quem gosta de ler, sem distinções.


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Gabrielle

"Guerra é Paz. Liberdade é Escravidão: Ignorância é Força"

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  1. Ai cara. Para de fazer essas resenhas de livros fodas. Eu tenho q parar com esse vício vei. minha lista de livros pra ler esse ano ja ta grande demais kkk

  2. Eu adorei esse livro! Li em apenas algumas horas. Mesmo as partes lentas me impulsionavam a continuar a leitura para descobrir logo o que vinha em seguida.
    Tudo foi simplesmente fantástico, as coisas que descobrimos e também as pontas soltas para aumentarem a curiosidade para o próximo livro.
    Uma coisa que agradeci muito ao autor foi colocar o Donovan na história, mesmo que só como uma alucinação. Ele foi um personagem que gostei tanto…
    E tenho que admitir que chorei quando Alex o libertou!
    Vou ler a resenha do próximo agora pra saber o que me espera 😀
    Beijos

  3. Ótimo saber que o autor não abusa de clichês, pois isso me incomoda demais em muitas leituras. Gosto de coisas imprevisíveis e realistas.

  4. Novamente esse livro me trouxe a lembrança de outra história. E essa enfermaria entãoo… Ficou com um cheiro tão… ‘apanhador de órgãos’. Não sei se é o caso do livro, mas a impressão é bem essa. Acho que o autor misturou bem os gêneros de sucesso atualmente no mercado, e soube gerenciar bastante para criar uma história inovadora. O que não deixa de ser interessante!

  5. Eu li a resenha apesar de não ter lido o primeiro livro da série, afinal quem se importa com spoilers quando a curiosidade em saber se o nível de tensão do primeiro livro se mantém na continuação? Quero ler apesar de não ser aficcionada po séries.

  6. Fiquei muito tensa durante o livro todo, a agonia de não saber, junto com eles, quanto tempo tinha passado foi terrível! As surpresas q tivemos -eu não imaginava a “fraternidade” que os homens de ternos pretos sentiam-, a adrenalina durante as tentativas de fuga, adorei esse livro e estou louca pra ler o terceiro porque todo mundo fala que é MUITO bom.

  7. Resenha bem estruturada, abordando pontos importantes do livro, nos dando uma boa noção sobre o enredo, facilitando o entendimento.

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