[RECOMENDO] “Caminhos de Sangue” – Moira Young


Autora: Moira Young
Editora: Intrínseca
Páginas: 352

Caminhos de Sangue foi um livro que comprei por impulso na Bienal do Livro de São Paulo desse ano. Eu já sabia que ele era bom através de algumas resenhas americanas. Eu só não sabia que a forma que a narração é feita me irritaria tanto no início. Ainda bem que o todo fez a leitura valer a pena. Vamos ser sinceros, a cada distópico lançado, um em cada cem – sendo otimista – são bons e dez em dez são comparados ao maldito Jogos Vorazes (nada contra a trilogia mas eu não suporto que comparem só para forçar as pessoas a comprarem, babaquice!). Então, se você gosta de distopias, aqui estou eu te recomendando uma e sem comparar, aproveita que isso é coisa rara de se acontecer ultimamente.

“Você é maluco.”

“Eu era normal até conhecer você.”

O livro centra-se em Saba e Lugh, irmãos gêmeos que nasceram no solstício de inverno e são como sol e lua, enquanto um brilha, a outra tem uma personalidade mais sombria, e o mesmo vale para a aparência externa de ambos. E, acima de tudo, um não vive sem o outro. Até que Lugh é capturado por um bando de cavalheiros de véu e Saba não tem escolha senão ir atrás dele e mergulhar em uma aventura jamais imaginada encontrando traições, amizades, amor e mistério em seu caminho.

 Moira Young, ao escrever esse livro, não usou de ideias inovadoras. Ela pegou um mundo assolado por desgraças, onde paisagens desérticas imperam, e juntou com histórias já conhecidas como o Coliseu e Rei  Luís XIV, e mesclou ambas as coisas com superstições que nós já estamos cansados de ouvir. Mas eu não ligo quando o livro não inova, faz parte. Eu me incomodo com previsibilidade e vibro com  talento e Moira esbanjou o segundo.

 Só por curiosidade, você sai procurando problemas ou os problemas simplesmente encontram você?

Em Caminhos de Sangue você vai conhecer uma família desfazendo-se, pessoas boas de luta e um mocinho completamente sacana e de corpinho escultural, tudo isso em um enredo de ritmo frenético. Claro, está longe de ser o melhor distópico da praça mas vai fazer você rir e se jogar na história e, ultimamente, isso está cada vez mais raro. E por um livro bom vale tudo, até aguentar uma narração de linguagem chula.


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Gabrielle

"Guerra é Paz. Liberdade é Escravidão: Ignorância é Força"

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  1. Essa parece uma distopia acima de média se comparada a maioria das que tem aparecido pelo mundo afora. Legal ter partes engraçadas, ultimamente tenho lido alguns livros que não tem em uma frase sequer engraçada, ai quando o autor ou autora tenta acaba saindo meio sem nexo. Ainda não vi nenhuma distopia com paisagens desertas. Bela resenha!
    http://roubando-livros.blogspot.com.br/

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