10 mulheres que arrasaram nos livros


Eu sou apaixonada por livros protagonizados por mulheres fortes, de todos os tipos, tamanhos e jeitos. Mulheres que estão sempre dispostas a sorrir apesar das diversidades, de lutar apesar de cada barreira no caminho, de ser apesar das convenções sociais, de amadurecer e mudar, porque ninguém nasce ou morrerá perfeito. Então, com muita dificuldade porque foram centenas de personagens bem construídas que já encontrei, separei dez nomes de mulheres que simplesmente arrasaram em seus livros.

Elizabeth “Liz” Bennet, de Orgulho e Preconceito: Liz é bem conhecida no meio literário e sem dúvida foi uma das melhores protagonistas de Jane Austen. Protetora e com uma mente que não se adapta ao que espera-se de uma mulher de sua época, a personagem debate pontos como feminismo, educação, e claro, orgulho e preconceitos. Ela não só perdoa, como também sabe que errou e está disposta a tentar novamente, e essa é uma das maiores lições de seu livro. Outra personagem que debate o orgulho, e nos brinda com romance, é Aurélia, protagonista de Senhora, do maravilhoso José de Alencar;

O orgulho está relacionado com a opinião que temos de nós mesmos; a vaidade, com o que queríamos que os demais pensassem de nós.

Danielle, de O Brilho de Sua Luz: Essa é uma história verídica, onde a autora fala sobre Nick Traina, seu filho maníaco-depressivo e como foi viver com ele e lidar com sua morte por overdose. Sinceramente, chorei da primeira a última página, a força dessa mulher, o amor que ela transmite e toda a dor que ela, seu filho e toda sua família precisaram lidar é simplesmente demais para mim. Eu ainda me pergunto: será que essa dor passa? Será que ela vê seus filhos com outros olhos ou ama-os diferente depois de tudo? Essa é uma personagem de carne e osso, uma heroína que decidiu passar sua história maravilhosa para frente;

A vida é acerca de sonhos, esperanças e coragem. A coragem para continuar, mesmo depois de aqueles que amamos nos terem deixado.

Daisy Devreaux, de Kiss An Angel: Sabe aquela protagonista que se encaixa no molde de boba, fútil e com personalidade fraca? Pois é, essa seria a Daisy, mas ela também é mais. A personagem é tão bem moldada que mesmo anos após ler esse livro eu simplesmente não canso de repetir a leitura. Daisy ilustra como crescemos com a adversidade e mudamos para nos adaptar aos piores cenários. Se você ainda não leu essa história e gosta de um romance divertido com essência, esse livro é uma ótima opção;

O orgulho foi o que pôs um teto sobre sua cabeça e o que fez ela ganhar dinheiro para o futuro. O orgulho a manteve em pé enquanto o amor a traiu.

Lisbeth Salander, de Millenium: ADOOOOOOORO! Lisbeth é uma personagem complexa em todos os pontos possíveis, até mesmo em sua criação. Larsson testemunhou o estupro coletivo de uma garota quando tinha 15 anos. Seu nome? Lisbeth, e isso levou-o a criar uma personagem com seu nome e fez jus a isso. Eu sofri com essa garota e seus livros foram escritos de tal forma que é difícil não entrar em sua mente, não odiar, ficar com raiva, e torcer para que a vingança aconteça. Não tem preto no branco com essa personagem e isso só a torna ainda mais real;

Não há inocentes. Apenas diferentes graus de responsabilidade.

Kate Daniels, de Sangue Mágico: Kate me ganhou pelo seu jeito divertido de ser e isso é extremamente importante em sua série gingantesca — um dos pontos que ajuda a impulsionar os livros para frente. E com seu jeito provocador ela também acaba chamando a atenção de um poderoso homem, então ainda que clichê, a combinação não só dá certo como é maravilhosa;

Você já conheceu alguém e sentiu… Não sei como descrever… sentiu uma chance de ter algo que escapara de você?

Malala, de Eu Sou Malala: Mais uma personagem de carne e osso, e eu simplesmente não poderia deixar de citá-la na lista. Malala é uma garota que incomodou por pensar de mais, por querer mais, por desejar equidade em um mundo que não liga para as mulheres, e sequer um tiro na cara a impediu de ir em frente com seus objetivos. Eu vejo tantas mulheres e homens diminuindo o feminismo e então vejo Malala, penso em tudo que ela precisou sacrificar para seguir em frente com seus sonhos, e vejo mudanças, sinto esperança, e em seu livro o sentimento só cresceu;

No Paquistão, quando sou proibida de ir a escola, compreendo o quão importante é a educação. A educação é o poder das mulheres.

Kate, de Bright Side: A personagem que mais mexeu comigo recentemente, quantas lágrimas e que delícia encontrar uma ficção tão verdadeira, crua e intensa, eu não só acreditei na existência de alguém como Kate é possível como me apaixonei por ela, essa garota brilha e vocês precisam dar uma chance para sua história;

Bom ou mau, eu perdoo facilmente, mantenho simples, porque é assim que meu coração gosta.

Sophie Price, de Vain: Essa protagonista seria a típica “vaca”. Ela é a amiga que usa, drogada, viciada em sexo. É o pior pesadelo de qualquer namorada e fantasia de qualquer homem. E essa é a história de como ela foi de garota mais invejada do mundo para a mulher que ninguém queria perto e por que ela não trocaria isso por nada no mundo. Seu livro é uma história de humildade e descoberta e só posso dizer “multiplicai, Senhor!”;

Os homens me queriam. Eles todos, embora por pouco tempo, mas nenhum deles quis me manter. Isso era o que eu precisava. Precisava ser uma propriedade, amada. Mas não por um homem. Eu sei que nunca precisei de um homem. O que eu precisava era me amar, me querer por perto.

Ella, de Cinder & Ella: Essa é uma garota que surpreendeu a cada página, sua história é sobre autoestima, sobre lidar com o desprezo e seguir em frente quando você perde tudo, e as pessoas ainda tentam tirar sua dignidade e seu valor. Com a escrita divina da autora, senti na pele a dor dessa garota, a raiva e a impotência ante tudo o que ocorre ao seu redor, e como a soma de tudo isso faz a personagem crescer.

“Você quer saber por quê você nunca foi capaz de me fazer chorar?” Eu perguntei. “É porque você está tentando derrubar alguém que já está no fundo do poço. Você não pode me fazer sentir pior sobre mim do que eu já faço.”

Tris, de Divergente: Essa é uma escolha controversa para muitos, mas eu não posso negar que Tris mostrou para o que veio, em muitas de suas ações ela provou que o importante era seguir o que ela acreditava, e não o que Four ou outras pessoas esperavam dela, e é em seu sacrifício, repetidas vezes, que ela demonstra seu amor, força e fé no que acredita. Não é uma fé cega que a move, mas a esperança que pode fazer a diferença, ser diferente, e essa ideia torna-a uma protagonista singular, poderosa, pelo menos para mim;

Suponho que um fogo que queima tão brilhante não é feito para durar .

 


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Gabrielle

"Guerra é Paz. Liberdade é Escravidão: Ignorância é Força"

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