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[RESENHA PARALELA] “Porque Você É Minha” – Beth Kery


Autor: Beth Kery
Editora: Paralela
Páginas:
 328
Classificação:
 3/5 estrelas

Porque você é minha é o primeiro projeto da Paralela seguindo o padrão serialization, já comum nos Estados Unidos — principalmente em relação a eróticos –, onde as autoras publicam em partes um único livro, para depois juntar tudo em formato físico. Por que seguir essa linha de publicar em partes é tão bom? Porque provavelmente Beth Kery e seu livro não teria o sucesso que tem se seus primeiros leitores tivessem lido a obra completa logo de primeira!

Sim, essa é uma colocação bem maldosa de se fazer, e Porque Você É Minha não é de todo ruim, pelo contrário, entretanto é evidente que a autora se perdeu e muito conforme publicava as partes desse livro. Algo que começou mediano teve um final abrupto e nada digno do que o livro prometia inicialmente.

“Eu não sou o que você pode estar pensando. Não sou um cara legal”, ele falou, como se isso explicasse tudo.
“Não”, ela falou, aparentando mais calma do que realmente sentia. “Não é mesmo. Talvez esses puxa-sacos com quem você anda nunca tenham dito nada, mas isso não é uma coisa para se orgulhar, Ian.”

A história gira em torno de Francesca, uma artista em ascensão que acaba de ganhar um concurso onde ela deve pintar para a Noble Enterprises, do bilionário e lindo Ian Noble. Quando ela também percebe que há uma atração entre ela e o bilionário, Francesca deve escolher até que ponto ela está disposta a ser submissa, e, conforme se envolvem mais e mais, talvez o que ela sinta seja mais do que paixão, o problema é que Ian nunca prometeu mais do que isso.

O livro começa muito bem, um mocinho prepotente, uma mocinha que discute e, claro, virgem, brigas interessantes que só tornam Porque Você É Minha mais viciante.

Ian é o tipico cara que faz a leitora pedir para ele joga-la na parede e me chamar de sua, até as frases tipicas de “sou seu dono, não quero te machucar mas sei que vou fazer isso,” ele solta. Já Francesca não deixa ele se safar fácil e está sempre disposta a discutir ou deixá-lo falando sozinho.

Então, levando em conta que estamos falando de um erótico voltado ao BDSM, envolvendo pontos importantes como auto estima e até que ponto é possível se moldar a alguém por amor, o livro não só cumpre com o prometido como também adiciona — até certo trecho. Quem gosta do gênero deve sim ver os livros de Beth Kery como opção de leitura. Entretanto, apesar de adorar um volume único e achar trilogias um tanto maçantes, livros que terminam com aquele ar de que deixou a desejar também não são tão agradáveis assim.

“Até quando você pretende me evitar?”
“Enquanto você existir.”


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Pedro Henrique

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