[NOTÍCIA DE LIVROS] Caroline Kepnes, roteirista da série “The Secret Life of the American Teenager”, fala sobre seu livro, “The Dig”, e possíveis adaptações


Recentemente, foi lançado uma série de ebooks adolescentes pela Backlit Fiction, entre eles, The Dig, da autora Caroline Kepnes, que escreve sob o pseudonimo de Audrey Hard. The Dig, o primeiro volume da trilogia Zoe and Zeus, gira em torno de uma inteligente e experiente adolescente chamada Zoe Calder que encontra um portal para o mundo adolescente dos deuses gregos — Monte Olimpo é como o Ensino Médio, onde há garotas mesquinhas e Zeus é o cara mais quente ao redor — ao explorar uma escavação arqueológica. Confira a entrevista que Kepnes concedeu ao site Entertainment Weekly:

EW: Eu li que Molly Ringwald é a pessoa por trás da ideia de Zoe e Zeus.
CAROLINE KEPNES: Sim, eu trabalhei com ela em The Secret Life of the American Teenager e então meio que mantive contato com ela. Então ela me contou sobre seu marido começar uma editora e me encontrei com ele e seu sócio, e eles tinham grandes ideias. Eu amei e lá fomos nós.

O que a atraiu para esse assunto em particular?
Eu gosto da ideia de pegar tudo isso ao redor e pegar deuses gregos e fazê-los adolescentes que os leitores encontram na escola. E depois, estamos focados em algo educacional mas também algo para entreter, então isso para mim faz tudo mais fácil às crianças. Eu também estava animada para escrever essa personagem principal, uma menina que devora os livros em botas de combate.

De mãe adolescente à “Grande iPhone”, há muitas referências à cultura pop nesse romance.
Eu acredito que um de meus momentos favoritos é quando Zoe está falando com Hera sobre Kim Kardashian, e amo a ideia de tentar explicar ele para alguém de muito tempo atrás. Eu sinto que isso lembra ao leitor que Zoe viajou no tempo e adoro essa ideia de conseguir encontrar um cara e se apaixonar por ele, mas ao mesmo tempo não conseguir explicar coisas simples como o “Facebook”.

Há vários detalhes não só sobre a mitologia grega, mas também sobre escavações arqueológicas. Como foi sua pesquisa?
Eu encontrei um arqueólogo através de um amigo de um amigo e usei-o como perito no assunto, e através de algumas coisas online — há varias revistas e blogs sobre experiências. Também li vários livros sobre mitologia clássica e adorei encontrar as variações e diferentes interpretações para cada mito. Isso é o que torna tudo tão interessante. Há tantas diferenças sutis nas descrições e no final do dia são tantas especificações dos deuses que acabou sendo divertido imaginá-los como pessoas.

Zoe tem uma ótima opinião e personalidade. De onde essa personagem vem?
Eu gosto da ideia de ela ser alguém que não conseguiu mostrar sua verdadeira personalidade para as pessoas ainda, e é por isso que também adoro escrever em primeira pessoa. Amo a ideia de uma garota que acreditam ser rabugenta, mas ela tem todo um mundo interior e senso de humor que não aprendeu a expressar. E também gosto que ela não espera ser resgatada. Ela quer aventurar-se por si mesma, e não “Obrigada, garoto, e me leve embora.” Ela está confiante em sua jornada.

Será que escrevendo para séries de tevês juvenis lhe preparou para escrever este livro?
Claro. É o que mais gostei nesse projeto. Na tevê, há uma história que continua ao longo do tempo, já uma trilogia épica é como o oposto de uma curta história, nada como cinco páginas. É útil ter aprendido a pensar a longo prazo, já que este é o primeiro de três livros.

Happy Madison, a produtora de Adam Sandler, dará uma olhada em todos os livros do Backlit. Você tem uma adaptação para os cinemas em mente?
Eu gosto da ideia de uma segunda vida, e esse gênero acrescenta outra camada para escrever, porque há momentos que o leitor gostaria de ver em ação. Adoro escrever em primeira pessoa, mas ter tanto somente esse personagem em mente faz difícil uma conversão para ação. Então visualizei esse livro como um exercício de me envolver com todos os personagens. É algo que não faço muito, mas adorei escrever momentos tensos.

Você tem um esboço para os próximos livros?
Sim, está tudo gravado em pedra. Muito do que acontece nesses livro está de pé e coisas que você espera que aconteça não acontecerão e é emocionante, mas é claro que não posso dizer nada sobre isso.

Algo mais que gostaria de compartilhar com seus leitores?
Estou trabalhando no próximo livro e feliz em seguir com ele. Os leitores parecem responder à Zoe e seu humor. Isso é grande, e gosto de fazer crescer um interesse em arqueologia entre os leitores. Arqueologia me fascina. Pense sobre isso, de uma perspectiva adolescente, e há algo mórbido nisso.


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Gabrielle

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