Autora: Danielle  Steel
Editora: Record
Páginas:317

Esse livro me tocou de todas as maneiras possíveis. Me fez chorar como uma louca e rir como uma criança, ambos em alto e bom som. Foi o primeiro que eu li da Danielle Steel, e o melhor, em minha opinião. Claro que todos os que li da autora foram bons porém eram perfeitinhos demais, cheios de detalhes que apesar de fazer a leitura mais real, não se compara à O brilho de sua luz, onde a narração é mais humana e emotiva pela lado da autora.

A vida é acerca de sonhos, esperanças e coragem. A coragem para continuar, mesmo depois de aqueles que amamos nos terem deixado.

O livro conta a história de Nick Traina, filho da autora, que era maníaco-depressivo e morreu de overdose. Um garoto fantástico, que deveria ter um brilhante futuro pela frente mas que infelizmente não pode aproveitá-lo. A narrativa de sua história emociona a qualquer um, desde sua infância como garoto prodigio até sua adolescência, Nick aparenta ser uma alma velha no corpo de uma criança, escrevendo músicas e cartas lindas e tantas outras tristes ou extremamente depressíveis. Também há certas partes do livro que narra passagens da vida da autora, erros que ela cometeu e detalhes sobre sua família, marido e ex-marido além dos vários filhos.

Estou farto e cansado! Faço sempre o melhor que posso. Faço o que tenho a fazer. Não interessa se me faz chorar e me magoa cá dentro. Ninguém sabe como me sinto. Ninguém vê o esforço. Esforço-me até ficar a suar, a chorar, a tremer. Sinto uma fúria e um ódio tão grandes que deixo de ver. Começa tudo a andar à volta. Agarro-me à corda que me puxará para a salvação, mas cada centímetro que trepo, alguém baixa mais a corda, rindo-se das minhas lágrimas, do meu suor, do meu sangue. Mete-me nojo. Não vale a pena o esforço.

Não há como entender porque esse livro é perfeito, ou o porque de ele emocionar tanto, sem te-lo lido. Talvez, alguns, acreditem que estou embelezando demais o livro, ou que talvez o livro não seja seu estilo. Mas acredite, o livro é seu estilo! Em alguma parte do livro, senão todo ele, você vai se identificar porque você é filho de alguém, talvez já seja pai ou mãe, já discutiu ou amou alguém, e é humano, com seus dons e defeitos.

Que fique bem claro que, como muitas outras pessoas, sou totalmente contra o suicídio, mas não creio que foi a overdose que matou Nick Traina. Ele morreu por sua doença e não foi algo simultâneo, e sim algo que cresceu dentro dele por anos. Ele lutou e, de certa forma, foi vencido.

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Publicado em 26/05/2012
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