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Autora: Nicola Yoon
Editora:  Arqueiro
Páginas: 288
Classificação: 4.5/5 estrelas

Natasha e Daniel, dois polos opostos de um mesmo imã prestes a serem atraídos.

Ela acredita na ciência e nos fatos, ele acredita em Deus e no destino. Ela gosta de números, ele de palavras. Ela é realista, ele é sonhador. Ela é jamaicana, ele coreano. Ela acha ridícula a ideia de amor à primeira vista, ele acha que pode provar o quanto ela está enganada de achar isso ridículo.

Natasha será deportada para Jamaica em menos de doze horas, e esse é o tempo que Daniel tem para provar que ela está errada.

Há uma expressão japonesa da qual eu gosto: koi no yokan. Não significa exatamente amor à primeira vista. É mais parecido com amor à segunda vista. É a sensação que a gente tem quando conhece uma pessoa por quem vai se apaixonar.

Esse é o segundo livro da autora Nicola Yoon e tem uma pegada um pouco diferente de seu primeiro livro, Tudo e Todas as Coisas. A escrita dela continua leve, capítulos curtos e sem muita enrolação, o que torna a leitura bem fluída. Porém, nesse livro Nicola levanta debates sobre a vida, Deus, o destino, as escolhas que fazemos e suas consequências. E sempre nos lembrando o quanto o tempo é importante, cada segundo dele.

Obviamente, justamente por isso, não posso afirmar que todos que leram o primeiro livro e gostaram também vão amar este livro, mas posso falar por mim. Apesar do romance do primeiro ser mais envolvente, esse segundo me conquistou muito mais por toda sua riqueza, que vai muito além do romance.

As coisas não acontecem por algum motivo. Simplesmente acontecem.

Outro ponto alto do livro que preciso ressaltar é a riqueza cultural, tanto coreana quanto jamaicana. Achei super interessante e queria mais. Adoro saber sobre culturas diferentes, e a autora trabalhou duro para pesquisar e trazer diferentes curiosidades dessas culturas para seus leitores.

Na Coreia, o nome de família vem primeiro e conta toda a história de sua ancestralidade. Nos Estados Unidos, o nome de família é chamado de último nome. Dae Hyun dizia que isso provava que os americanos acham que o indivíduo é mais importante do que a família.

O livro inteiro se passa em apenas um dia, mas isso não deixou com que o romance fosse menos fofo e nem ficou forçado, ela soube trabalhar para conseguirmos nos envolver mesmo sendo um amor “instantâneo”.

Quero me apaixonar, cair de quatro. Sem obstáculos na queda, por favor. Ninguém quer se machucar quando cai de amor. Só quero cair como todo mundo cai.

Meu único problema com o livro foi seu início, pois durante os capítulos revezados dos protagonistas aparecem alguns aleatórios que a princípio parecem não terem finalidade alguma, porém depois que passa essa confusão inicial e esses capítulos não tão aleatórios vão fazendo sentido, nós percebemos a riqueza do que a Nicola quis criar colocando-os.

E o final, eu preciso falar dele, foi maravilhoso. Fiquei com sorriso bobo na cara e triste por ter terminado. Foi um final pra nos dar esperança e encher nosso coração de amor.

– Cientista! – Acuso.
– Poeta! – Ela devolve. (…)
– A maioria dos poemas que li são sobre amor, sexo ou as estrelas. Você, poetas, são bem obsecados pelas estrelas. (…)
– As estrelas são importantes – afirmo rindo.
– Claro, mas por que não existem mais poemas sobre o sol? O sol também é uma estrela.

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Publicado em 28/06/2017
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