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Autor: J. Wilson
Páginas: 122
Classificação: 3/5 estrelas

Augusto é um advogado bem sucedido, casado com Érica e pai de Eduardo, e está numa viagem até Porto Seguro sozinho, pois seu filho estava se preparando para o vestibular e não podia se ausentar. E é nessa viagem de carro que dá carona a Betinho,  um personagem que desde o começo se define como livre das amarras da sociedade, ele canta como uma forma de sobreviver. Desde o primeiro momento sabemos que há uma certa atração entre os dois, que no primeiro momento é platônica, mas logo se desenvolve em um romance físico entre os dois.

Então sim, este livro reproduz um romance homossexual, tudo sem pudor e com muita naturalidade. Quando precisa retornar para sua família, Betinho acaba aceitando o convite para ir a Vitoria ficar com Augusto, mesmo indo contra sua filosofia de vida. Só que mesmo tentando esconde-lo de sua família, Betinho acaba virando hóspede dentro da sua casa, e Eduardo ao conhecer Betinho tem a imediata certeza que ele é o menino que ele havia visto em um sonho.

Betinho se torna homem de confiança da família, tanto Augusto quanto a mulher confiam nele, e o caso entre os dois permanece em segredo. Só que uma nova peça entrará neste relacionamento abalando aquela certeza que eles tinham de ficar juntos. E o final reserva algumas surpresas.

O livro é curto, bem construído. Um ponto negativo que me incomodou pessoalmente foi a relação entre Augusto e Betinho, que é feita na base da traição. Em nenhum momento eu via em Augusto uma coragem para assumir o que ele realmente queria, ficou entre sua mulher e seu relacionamento com Betinho, e em muitos momentos eu sentia raiva de sua indecisão. Augusto foi um personagem que gostei no começo só que para o final comecei a desgostar muito. Betinho, que poderia ser o “vilão”, é a maior vítima de seus próprios sentimentos, é o personagem mais bem construído. Meu personagem favorito é Eduardo, com certeza.

A ligação do 3:20 no livro é algo bem interessante de se observar, é algo que envolve dois pontos chave na narrativa. Este é um livro interessante, tem representatividade (o que é super importante) e é super rápido de ler. Vale a pena dar uma chance.

– Eu sabia que você viria.
– E como você sabia?
– Eu sonhei com esse dia.

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Publicado em 23/06/2017
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