Desde que foi anunciada a adaptação de A Cabana, os fãs dos livros temiam que o longa não fosse fiel a obra, um medo justificável, pois vivemos uma onda de adaptações que fogem totalmente do mundo em que foi criado. Uma outra justificativa para a apreensão dos fãs seria a quase inexperiência do diretor Stuart Hazeldine, que detém no seu currículo dois filmes pouco conhecidos e uma carreira como roteirista meio que escondida no anonimato, mas mesmo assim a Summit Entertainment confiou a empreitada à ele, um desafio grande, que é dar vida a umas das obras mais importante da literatura contemporânea.

Lançado em 2007, o livro A Cabana carrega nos seus ombros um sucesso estrondoso, que fez decolar no mundo da literatura uns dos escritores mais amados da atualidade, William Paul Young. Com mais de 18 milhões de cópias vendidas no mundo seria claro, que mais cedo ou mais tarde, a obra viesse a ser transformada no filme.

A trama relata a história de Mackenzie, um homem atormentado pela infância difícil com o pai, e pela sua luta em se manter fiel as suas crenças, mas seu apego ao passado faz ele desviar de sua Fé, levando-o ao caminho solitário. Mesmo tendo uma família linda e uma esposa que o ama, Mackenzie não consegue se desvencilhar de sua raiva, mas o ponto crítico de sua queda é quando sua filha mais nova é brutalmente assassinada numa cabana, daí então a história da mudança do personagem começa a dar seus primeiros passos.

O ponto de virada da história começa mesmo quando Mack recebe uma carta misteriosa pedindo que ele vá até a cabana onde sua filha fora assassinada, e naquele lugar Mack tem um encontro que mudará sua vida, um encontro nada mais e nada menos que com o próprio Deus (Octavia Spencer), Jesus (Avraham Aviv Alush) e Sarayu, que ficou a cargo da carismática Sumire Matsubara.

Um dos pontos positivos do longa com certeza é a fidelidade com a obra, o roteiro segue de forma quase idêntica, mesmo que com um pouco de pressa, o diretor consegue a entrega das cenas com eficácia. Uma fidelidade a obra de tal forma que pode se dizer que é um presente aos fãs que tanto dedicaram seu tempo a ler as páginas do drama tão avidamente.

A escolha do elenco com certeza é o ponto alto, mesmo que Sam Worthington  em certos momentos não consiga trazer a carga dramática que seu personagem tem, o seu esforço é respeitável, e Octavia Spencer está incrível, como sempre o seu carisma é tão natural que a personagem criada por William P. Young se encaixa perfeitamente aos seus trejeitos enquanto Sumire Matsuba e Avraham Aviv Alush estão perfeitamente ligados a personalidade dos personagens, e por fim Alice Braga, que deu um show de atuação e imponência interpretando Sophia (Sabedoria) numa cena de tirar o fôlego (que os fãs do livro vão adorar).

Como pontos negativos, como mencionei no parágrafo anterior, seria Sam Worthington muitas vezes não conseguir manter a carga dramática que o Marckenzie tem, porém ele se esforça o máximo, e ainda há os efeitos especiais fracos, muitas vezes você percebia a tela verde em alguns cenários, por mais que a gente saiba que ela está ali, a naturalidade de algumas cenas com relação aos efeitos não ficou boa, mas isso tão pouco interfere na história, pois essas tais cenas sempre estão envolvidas em plots emocionantes (sugiro que leve alguns lenços) que se você deixar se levar não perceberá esses fatores.

Por fim, o longa entrega tudo que prometeu, nos dando um final emocionante e uma grande lição. A Cabana com certeza é um presente para seus fãs, mas também é um convite para aqueles que não sabiam de sua existência.

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Publicado em 19/04/2017
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