Autor: Lani Queiroz
Páginas:
495
Classificação:
3/5 estrelas

A história de Liam Stone é quase um conto da Cinderela às avessas, com direito a mãe morta, madrasta malvada e meio irmãos insuportáveis. Porém o sapatinho de cristal dessa história é na verdade uma guitarra e a princesa sua música, que o salva do destino terrível. O pai de Liam é um grande produtor musical no Brasil e ama seu filho, mas o convívio com o resto da família é um verdadeiro inferno e aos 16 anos Liam volta aos Estados Unidos, país onde nasceu, para morar com seus avós maternos. Quando o pai fica doente e a beira da morte, Liam é obrigado a voltar. É quando ele conhece a doce Mel.

Com o ódio que sustenta pelo irmão, ele esperava que sua mulher fosse tão odiosa quanto, mas Melissa é o oposto de tudo que ele imaginou. Ela é doce e linda, uma combinação de tudo do mais perfeito que poderia existir. Ambos são instantaneamente atraídos um pelo outro, mas Mel nunca trairia o bastardo do meio irmão. E após a morte de seu pai, Liam volta para os EUA apenas sonhando sobre como seria tê-la em seus braços.

Dez anos depois, Liam Stone está voltando ao Brasil, mas agora ele volta como um maldito astro do rock que ganhou o mundo, sua banda DragonFly vai se apresentar no Rock’n Rio e como se tudo estivesse correndo a seu favor a pessoa parada ao lado de fora do avião para recepciona-lo é a mulher com que fantasiou nos últimos anos e ele passa a ter certeza de uma coisa: agora que seu meio irmão está morto, nada no mundo pode ser capaz de impedi-lo te tê-la.

São dez anos de tesão desenfreado, desse desejo louco, proibido. Fico louco só de imaginá-la embaixo de mim. Nosso momento está chegando. Pode apostar nisso. (…) Eu quero que ela saiba que esse sou eu: Liam Stone, um homem que pega o que quer, não o garoto do passado que nunca fez um movimento em sua direção.

Se você está à procura de um livro quente, sua busca acabou! Acho que deveria ser criada uma categoria nova para classificar esse livro, pois ele passa do limite do hot e explode. Recheado com um vocabulário chulo do mundo do rock e várias cenas “explosivas”, até demais a meu ver, quase metade do livro é só isso, mas é o que o povo gosta.

Claro que o início do livro não foge muito do clichê de sempre dos livros do gênero (pelo menos os que já li), o cara podre de rico, desejado pelo mundo inteiro, pode ter quem ele quiser em sua cama, mas quer aquela única mulher que não pode ter. E óbvio, que ela não consegue resistir aos seus encantos, caso contrário não teríamos um livro hot. E por isso a princípio achei o protagonista um verdadeiro babaca arrogante, mas ao passar do livro ele foi me conquistando.

E acredito que ele teria conquistado mais se houvesse uma pegada mais contida com os acontecimentos com um romance mais desenvolvido, o que mais gosto quando pego um livro do gênero é a parte da conquista, e isso foi praticamente nulo, já pulam logo para o “finalmente”. Entendi que o motivo de isso ocorrer foi por conta do desejo louco que um guardou pelo outro durante dez anos, mas mesmo assim queria um cadinho mais antes de liberar geral.

– Fiz um monte de merda quando estouramos para o sucesso. Fiz muita coisa das quais não me orgulho – seu olhar era um pedido de desculpas. – Mas em algum momento eu devo ter feito algo muito bom, porque fui recompensado com você de volta na minha vida. (…) Se existe essa coisa de almas gêmeas, você é fodidamente a minha.

Agora preciso falar o que mais gostei no livro – Rufem os tambores – Não foi o romance, não foram as cenas “explosivas”, e não, não foi o protagonista rockstar. O que mais gostei foi a interação dos integrantes da banda, a amizade, parceria e claro, a zoeira, que é sem limites. Eles complementaram para tornar o livro leve e engraçado. As cenas com todos reunidos foram minhas preferidas.

E claro, como uma amante da música, não poderia deixar de falar sobre a playlist do livro, que foi impecável, assim que comecei a leitura já cantando “I can’t get no satisfaction” junto com o Liam na primeira frase do livro, já sabia que o que viria de música seria bom. Porém, eu tive que discordar o livro inteiro da protagonista. Sinto muito Mel, mas Adam Levine não perde pra ninguém…

— Vai me dizer que nunca teve fantasias com seu astro favorito? -ronrono, porque sei que sou o astro em questão. Seus olhos ganham um brilho atrevido e eu estreito meu olhar nela. – Para o bem-estar do seu traseiro é bom que essa fantasia do caralho não envolva Levine, baby – rosno e ela gargalha jogando a cabeça para trás.

Tudo bem o cara ser talentoso, lindo, gostoso e blablabla, mas Adam (crush da vida) Levine é mais, sempre! E quanto ao final do livro só tenho uma coisa a dizer: Você é malvada, Lani! O livro termina de uma maneira que te deixa maluca para saber o que acontece no próximo. É daqueles finais que você grita com o livro e implora pra não ter acabado assim.

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Publicado em 07/04/2017
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