Autora: Audrey Carlan
Editora: Verus
Páginas:
 144
Classificação:
 2.5/5 estrelas

Depois de todo o burburinho gerado com o lançamento de A Garota do Calendário, tanto no Brasil quanto no exterior, o bichinho da curiosidade me mordeu e eu decidi dar uma chance ao livro e ver se era tudo isso mesmo. E bem, depois de ler, já posso dizer que não é essa coca-cola toda.

O amor verdadeiro não existe.

Na trama conhecemos a belissima Mia, com 25 anos e desesperada para pagar uma divida enorme contraída por seu pai, nada menos do que um milhão de dólares. Sem saída, ela decide aceitar o emprego de acompanhante de luxo, onde a cada mês ela receberá 100 mil dólares de diferentes homens – e então surge o nome de Garota Calendário, todo mês um homem diferente.

Mesmo vestida como uma Barbie, interpretando o papel de uma acompanhante-troféu, eu ainda sou Mia Saunders. A garota que criou a irmã desde que ela tinha cinco anos, que cuidou de si mesma e que iria salvar a vida do pai…mais uma vez. E eu esperava que fosse a última.

Seu primeiro trabalho é o lindo astro dos cinemas Weston Charles, que a contrata para que Mia ajude-o a tirar as mulheres do seu pé enquanto o acompanha a grandes eventos. E não basta ser bonito e rico, o cara tambêm precise ser um doce de fofo, mas isso não foi o suficiente para segurar minha atenção com sua história. A leitura é rápida, e ainda que a personalidade de Wes e Mia sejam pontos a serem destacados, muito me estranha todo esse burburinho por algo tão… comum.

A autora fez uma enrolação enorme nesse livro pra seguir uma linha totalmente cliché e previsível: uma garota que precisa salvar seu pai de uma divida, caso contrário ele será morto (não consigo contar nos dedos quantos livros já encontrei como esse até em livros de banca), e é nessa busca louca entre virar acompanhante de luxo que ela encontrará o amor. E Audrey Carlan não vai além disso, pelo menos não com esse primeiro livro.

Após algumas páginas eu confesso que já estava saturada de toda a rasa trama. O grande problema estava na expectativa de esse livro ser um diferencial no mar de romances eróticos lançados por aí, e não é!! A cada página o sentimento de ter sido enganada crescia e acabei por riscar essa série do calendário. Se é completamente ruim? Não, não é, e se você quer ler um erótico com toques de humor, esse é seu livro. Se jogue, porém sem expectativas, porque do contrario você vai quebrar a cara e vai doer, sério.

Cara, eu estava em apuros. Nem tinha deixado Wes e já estava babando pelo próximo cara da fila. Eu era uma puta.

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Publicado em 20/06/2016
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Comentários
  1. NIna disse:

    Eu sinceramente acho que é uma romantização da prostituição. Sem contar que não gosto nem de triângulos, que dirá de múltiplos mocinhos. Ainda bem que não estou sozinha nessa de não simpatizar com a série.

  2. Patricia disse:

    Oi!
    O que não me convence, é a mocinha mudar de mocinho em cada livro, se ela vai ficar com eles não sei, mas não me chamou atenção a estória, e olha que eu gosto de livros eróticos, o último que li é realmente é bom, foi Amos e Masmorras A Submissão, agora vou ler o livro dois, OTorneio, fica a dica ??
    Pati

  3. Paula disse:

    Oi!

    Muito feliz de ver que tem pessoas que concordam com a minha opinião sobre esse livro. Achei 2,5 muito generoso (haha)! Raso é a palavra ideal para explicar esse “romance”. Tudo muito previsível, ela provavelmente vai se apaixonar por vários caras. Desisti de continuar a série no primeiro livro também.

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