Autora: Gayle Forman
Editora: Novo Conceito
Páginas:
 352
Classificação:
 4/5 estrelas

Já começo essa resenha com uma pergunta: Por quê, Gayle?

Apenas um ano é a sequência de Apenas um dia, livro que você provavelmente já leu e entende bem o sentimento do desfecho do livro anterior. Que final foi aquele?!

Aquele dia, tão marcado em minha memória , é apenas mais um dia para o restante das pessoas.

Diferente do primeiro, que foi narrado por Allyson, o livro é narrado por Willem e inicia com ele no hospital em Paris, com pequenas falhas na memória e com a sensação de que alguém está esperando-o. Já com os sentidos recuperados, Willem traça sua busca por “Lulu”, a garota em que em apenas um dia conseguiu mudar sua vida completamente. Nesse livro podemos conhecer mais sobre o ator por quem “Lulu”, assim como eu, se apaixonou perdidamente.

Porém, tudo vai longe do que eu esperava. Página a página, eu aguardei ansiosa pelo reencontro do casal, e já aviso para não se apegar a esse “evento”, a ideia nesse novo livro é absorver a intensidade que apenas um dia também teve para o outro lado da história, e é mais uma lição de que nada é o que aparenta ser e é quando menos esperamos que o que buscamos pode aparecer bem ao nosso lado. Então prepare-se, aqui vamos viver o mesmo desespero de Allyson, dessa vez através de Willem.

Compreendi, naquele momento, que Lulu e eu tínhamos começado algo, algo que sempre quis, mas também algo que tinha medo de ter.

E o desespero também toma conta do leitor, devorei essa história facilmente de tão envolvida que estava. Entretanto, preciso destacar que há também um certo ar maçante e com as expectativas altas a decepção logo chega. Isso não necessariamente significa que Gayle não conseguiu me prender a sua história, ao contrário, e foi difícil dizer adeus aos personagens quando ainda ficou um tom de dever não cumprido na trama, com algumas pontas soltas, e talvez esse sentimento acabe com o extra publicado pela autora, Just One Night, que relata acontecimentos depois de Apenas um ano, mas fica a dúvida se o lançamento dessa história também acontecerá no Brasil.

Mesmo com esses problemas, ainda acredito que essa é uma série que vale a pena ser lida. Com esse final há um misto de sentimentos, sinto tanta coisa, raiva por não ter mais dez páginas, e feliz por ter “vivenciado” o amadurecimento de um casal que tinha tudo para dar errado mas lutaram pelo que sentiam e acreditavam.

Foi por acaso que a encontrei. E foi por acaso que a perdi. É preciso dar crédito ao universo, à maneira como ele nivela coisas desse tipo.

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Publicado em 10/11/2015
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Comentários
  1. Giovanna disse:

    Você falou tudo!!!! Eu também acho que ficaram algumas coisas soltas, umas explicações melhores e que 10 paginaszinhas a mais não fariam mal pra acalmar nossos corações rsrsrs. Just onde night melhora um pouco a sensação de vazio do final de apenas um ano. Eu corri para ler e por isto torço que este conto seja publicado aqui no país.
    Gio.

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