Autora: J. R. Ward
Editora: Universo dos Livros 
Páginas:
 624
Classificação:
 5/5 estrelas

O Rei é um livro para diacho de grande, mas ele precisa ser MUITO mais extenso que isso para suprir minha louca necessidade pelos Adaga Negras. Na verdade, 600 páginas não chegaram nem perto de abaixar meu fogo.

O futuro está em suas mãos.

A história retorna com Wrath como protagonista — meu Irmão favorito!!!!!! Com o passado e presente mesclando-se, conhecemos mais sobre os pais do rei e como eles ainda são importantes para as provações que estão por vir.

Wrath recusou o trono por séculos e nos últimos livros vemos como ele finalmente vestiu o manto de seu pai e governa ao lado de Beth. Mas com os problemas se acumulando, e o Bando de Bastardos planejando algo para acabar com seu reinado, Wrath ainda precisa decidir como por fim com os desejos de sua shellan de ser mãe, algo que pode colocar sua vida em risco.

A relação entre o casal está abalada, o rei ainda não está completamente adaptado a sua cegueira, e o manto que ele diz aceitar ainda pesa sob suas costas. O que deveria ser um relacionamento feliz está cercado por impasses em todas as frentes e logo Wrath perceberá que certas coisas não se baseiam em escolhas mas sim em aceitar o que o destino colocou em seu caminho.

Se um Wrath é bom, imagina dois? Pois é isso exatamente o que acontece nesse livro, é bacana ver como Wrath pai tinha tão em comum com seu filho, e sua shellan, Anha, não deixa nada a desejar. Em poucas páginas, Ward conseguiu emocionar e trazer para a vida dois personagens que mostraram-se ainda mais preciosos do que imaginado. O amor deles é lindo e não dá para não torcer por ver mais deles em algum momento futuro — reencarnação ta aí pra isso, colegas!

As fêmeas não escondem segredos dos companheiros que as respeitam. Cego ou não, você precisa começar a se enxergar melhor.

Já Wrath filho não está assim tão bem. Ele cada vez mais precisa lutar contra a raiva e a impotência em certos assuntos e isso o distância do homem por quem Beth se apaixonou. Cada qual mantendo segredos do outro, a relação se desestabiliza e essa nova etapa do relacionamento está longe de ser um mar de rosas.

E a cada página, pecinhas vão se encaixando e essa história pode ser muito sobre o romance, mas mais uma vez a autora mostra que em essência há muito mais: amizade, ódio, desejos que tentam sobrepujar deveres, um batendo de frente com o outro na busca pela felicidade. E, acima de tudo, a Irmandade da Adaga Negra é família — e mesmo com todos os percalços, essa família não deixa de ser fodidamente divertida.

“Pastor de merda, tenho uma pergunta…”
“Sim, meu filho, você vai para o Inferno.”

Esse livro também foi maravilhoso pelo espaço maior cedido aos Irmãos que começaram a série Adaga Negra. Mesmo que os novos personagens sejam interessantes, nossa!, como eu senti falta de personagens como John; como um dos meus Irmãos favoritos, só me resta torcer para que mais um livro seja protagonizado por ele e que Beth finalmente descubra que papai está mais perto do que imagina.

E ainda há a conspiração que os Irmãos precisam enfrentar para dar um tempero a mais em toda a trama, o que torna a tensão crescente a cada página até o desfecho. Wrath pode até ter nascido para reinar, mas ele se moldou para também ser um Adaga Negra e ele mais do que prova que ninguém trai um irmão e sai ileso. E quando a vingança vem pelas mãos de uma shellan ela é ainda mais doce.

“Você não entende, leelan. Acabou.”
“Não se eu puder impedir.”

Esse livro foi a prova que uma série gigantesca ainda consegue manter o leitor preso quando a história é bem construída. Não sei bem se qualquer resenha que escrevo sobre  A Irmandade da Adaga Negra presta porque eu me perco tanto em meu amor por esses personagens que só consigo reproduzir esse sentimento, não há pontos negativos quando estou bêbada demais com todas essas páginas envolvendo personagens que tanto gosto e não há tempo ruim, muito menos em O Rei. Então tudo bem, talvez essa resenha não seja lá muito confiável, mas é inegável que quando um livro debate sobre mudanças, e consegue passar a mensagem de uma forma tão gostosa, é porque há algo mais e esse algo a mais merece ser lido e compartilhado.

Quando a mudança é necessária, é preciso que ela comece de cima para dar ao exemplo. E quando um Wrath nasce, ele surge não só para governar, mas também para trazer mudanças. Esse é o maior legado do nosso O Rei.

Vou lhe dar tudo o que eu puder. Tudo o que precisar, eu lhe darei. E vou te amar até o meu último suspiro.

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Publicado em 15/10/2015
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Comentários
  1. Leila Maciel disse:

    Senti basicamente a mesma coisa quando li esse livro. Simplesmente amei as cenas de JM e Beth e tô torcendo por mais momentos assim.

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