Autora: Catherine Doyle
Editora: Agir Now 
Páginas:
 288
Classificação:
 4/5 estrelas

Comecei esse livro sem saber exatamente onde me situar e o que esperar — e é a melhor forma de começar, sem expectativas e aberta para surpresas. E confesso, não foi um bom começo, não sei bem se eu estava lendo um sobrenatural ou um suspense, mas as atitudes da protagonista já eram bem típicas de muitos juvenis: aquela garota que é avisada para manter distância e então joga tudo pro alto porque acredita que há uma química acontecendo com um cara que ela viu, se muito, três vezes.

Persephone “Sophie” é uma garota de dezesseis anos que vive em um pequeno povoado, e como garçonete da lanchonete da família precisa aguentar, dia a dia, o desprezo de todos que entram local. Mas tudo se torna mais interessante quando cinco irmãos italianos chegam a Cedar Hill, um mais gostosinho que o outro.

E sem conseguir resistir a atração que sente por um dos irmãos, apesar de todos os outros se mostrarem insuportáveis, Sophie se aproxima cada vez mais de Nic e, logo, se apaixona. Entretanto, com tantos segredos rodando o par, repentinamente eles são jogados em um Romeu e Julieta moderno, e mais uma vez parece que o futuro está mergulhado em sangue para o jovem casal.

Bem, antes de mais nada, preciso admitir que essa prévia sobre o livro é lorota pura, porque é o que a autora quer que você acredite, e fica aqui minha indicação: não queira saber mais do que isso sobre o livro antes de lê-lo, deixe-se ser surpreendido, essa é a graça Vingança.

“O problema é que… não sei o que você é.”
“Talvez isso seja parte da graça.

Em um primeiro momento esse livro aparenta não ter nada que chame realmente a atenção (quantas histórias a la Romeu e Julieta já lemos?), suas primeiras páginas são até um tanto nebulosas e indiretamente apontam para um mistério envolvendo o pai da protagonista, e a primeira metade do romance não vai muito além disso, e isso é uma pegada que já encontrei em outros livros, o que não me animou muito para seguir em frente.

Mas conforme a outra metade chega, personagens cada vez mais interessantes vão se mostrando, e então tudo em que eu acreditava cai por terra e o circo começa a pegar fogo, com a autora reprimindo cada momento de tensão para não revelar suas cartas na manga rapidamente.

“O que eu fiz para você me odiar tanto?”
“Eu não odeio você. Eu não sinto nada por você”

Não tenho medo de dizer: eu mordi a língua. Essa foi uma leitura danada de boa, contrariando o que eu acreditava, e fiquei positivamente surpresa com o desenrolar da trama. Se a primeira metade do livro não foi nenhuma loucura, a segunda foi tiro, porrada e bomba.

Vingança provou-se uma história escrita para ir além das aparências e, coincidentemente, essa é a maior lição desse livro: olhe além das máscaras e perceba que ninguém é o que parece, nem sequer você.

Tento encontrar as características que nem sempre se mostram à primeira vista. As características que definem quem somos e como nos sentimos de verdade. Tento olhar sob a superfície.

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Publicado em 25/09/2015
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Comentários
  1. Daniela disse:

    Socorro!
    Já quero!

  2. Gis disse:

    Que droga que acabou! E que saudade vou sentir do Luca! O livro se torna meio previsível em várias partes mas aquele final ? vale a leitura, comecei ontem a noite e terminei agora… N da pra largar!

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