Autora: Colleen Houck
Editora: Arqueiro  
Páginas:
 384
Classificação:
 4/5 estrelas

Após o estrondoso sucesso de A Maldição do TigreColleen Houck finalmente retorna com uma nova série, dessa vez  como pano de fundo a mitologia egípcia. E mais uma vez sua série será protagonizada por uma garota, Lilliana Young, mas que muito difere de Kelsey Hayes.

É preciso se sacrificar para que outros possam encontrar a felicidade.

Lilliana é uma garota descrente, que só acredita no que pode ser provado e estudado. E quando, em mais uma visita ao Museu Metropolitano de Arte, ela se depara com um estranho homem que se diz um príncipe egípcio com poderes divinos, ela só pode se perguntar qual a nova droga que estão distribuindo em Nova Iorque e como se livrar dele rapidamente.

Mas logo Lilliana percebe que algo realmente estranho está ocorrendo. Não importa sua vontade, a cada vez que ela tenta seguir um caminho diferente do estranho, forças a levam sempre diretamente a ele. Logo ela entende que há mais do que os olhos podem ver, e para sair dessa enrascada ela deve ajudar o príncipe sol, Amon, a encontrar seus irmãos e impedir um deus sombrio de dominar o mundo.

“Você vem? Devo confessar que estou pronta para um banquete.”
“E o que você está comemorando, jovem Lily?”
“Possibilidades. Vamos celebrar o desconhecido.”

Bom, aconteceu algo curioso com esse livro — e sim, tenham paciência com comparações. Em A maldição do tigre gostei de Kelsey quase que instantaneamente, mas no decorrer da historia esse sentimento foi desaparecendo, já nesse novo livro foi difícil gostar de Lilliana em um estalar de dedos. Em poucas páginas eu já tinha perdido a paciência com a personagem e por uma razão completamente bipolar; enquanto muitas vezes me irrito pela protagonista ser crédula demais e aceitar tudo facilmente, em O Despertar do Príncipe e eu já não aguentava mais ver  Lilliana inventar desculpas para cada acontecimento sobrenatural.

Porém, como eu disse, o cenário muda de figura e adorei como a garota deixa todos os rótulos de lado (rica, mimada, etc), e começa a mostrar quem realmente é. Logo a trama se tornou divertida e muito mais madura do que eu esperava. E nem preciso mencionar o dom de Colleen Houck como contadora de histórias. O ponto alto em sua antiga série foi toda a mitologia, lendas, e em Deuses do Egito ela não perdoou a pesquisa para construir algo fascinante, é como encontrar uma história dentro da outra.

O seu povo talvez não conheça você. Talvez passe por você na rua sem sentir o seu poder, mas isso não quer dizer que ele não precise de você.

E enquanto as cinquenta primeiras páginas foram lidas com pé atrás, sem muita certeza, as outras foram devoradas. Foi realmente uma grata surpresa ver como uma garota que vivia através dos estranhos que encontrava na rua e retratava em seus desenhos sair de sua vida oca e regrada para se auto descobrir.

Quanto ao nosso delicioso príncipe Amon, ele ainda é uma incógnita e não há muito o que contar além do óbvio: ele é gostoso e está disposto a se sacrificar para salvar o mundo, algo que ele faz a cada mil anos acompanhado de seus irmãos. Só posso esperar que os próximos livros deem um espaço maior para o trio porque cada irmão é bem diferente um do outro e tão deliciosos que o justo seria cada um encontrar seu outro par.

Não ouso revelar o desejo do meu coração. Se eu o expressar, mesmo para alguém tão compreensivo quanto você, estarei depositando meu destino nas mãos de um universo frio. Enquanto eu o guardar só para mim, transbordarei de possibilidades, mas, se ele me escapar, ficarei perdido e vazio.

E no geral é para isso que esse livro foi escrito. O Despertar do Príncipe é uma história sobre família, desafios e se doar por aquilo em que crê,  e sinto que a autora deixou muito de lado a pegada juvenil, o romance, para mostrar pessoas em sua essência, com suas devoções, medos e desejos.

Sem dúvidas foi uma grata e deliciosa surpresa e conseguiu fazer o inimaginável: jogar por terra todos os meus medos envolvendo os novos livros de Colleen.  Para os fãs de A Maldição do Tigre, se joga!, muitos dos ingredientes que colocaram a autora no topo da lista dos mais vendidos retornam em mais essa série, e para quem, como eu, não gostou de muito do que aconteceu na trilogia, esse é o momento da reparação.

Não estou agradecendo a você,  Lily. Estou agradecendo por você.

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Publicado em 21/09/2015
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Comentários
  1. Aline Silva disse:

    Olá Gabriele, tudo bom?

    Adorei a sua resenha, estou doida para acompanhar esta nova série da Houck. Não gosto da Kelsey de A Maldição do Tigre, mas pelo que você falou acho que vou gostar da Lily, bom pelo menos é o que eu espero.

    Beijux 😉

    1. Gabrielle disse:

      aaah espero que sim, o que me incomodou na Kelsey foi o triângulo amoroso, isso não acontece nesse livro, ainda BEEEEEM

  2. Tish disse:

    Sua resenha falou tudo. Eu comprei na pré-venda e li enquanto ela tava na beinal (o choro é livre) eu tava tão ansiosa e com medo da protagonista ser tão chata quando a Kelsey. A saga dos tigers me decepcionou no final porque não aguentava mais a Kelsey tentando decidir com qual dos irmãos ficar, foi um saco! Mas essa a Lily me ganhou justamente por estar tão incerta da aventura que ia bancar e quando ela aceita que ta se apaixonando pelo Amon foi fofo. O livro não ficou na lenga-lenga do romance, porque beijo rolou só no final e eu nem tava botando fé. O livro foi pra mostrar a cultura de lá e o que a história vai trazer. Quem disse que a Colleen é só pra adolescentes? Eu tô louca pelo coração da esfinge e querendo saber mais do Amon e seus irmãos. O Ahomose eu quero pra mim e que por favor, eles encontrem seus pares. Imagina que bonde poderoso salvando o mundo.

    1. Gabrielle disse:

      ahhahahaha QUE DIVA, falou tudo!! Realmente, Kel Kel irritou demais, eu adorava toda a fantasia dos Tigres, os dragões, enfim, ficava louca, mas que romance era aquele?! Pfvr, não, obg!! Mas essa série começou com outra pegada, vamos torcer para só melhorar

  3. Aline Pacheco disse:

    Gabrielle, adoro o jeito que você faz suas resenhas! Concordo com vocês, a Colleen errou quando transformou A Maldição dos Tigres em um triângulo amoroso, que se tornou bemmm maçante. Mas acho que após as críticas, ela tenha refletido seu amadurecimento nesse nosso livro. Estou mais do que ansiosa para ler!

    Beijos!!

  4. Lara Cristina disse:

    Preciso desse livro. Bastou ter mitologia egípcia que já entrou na minha lista. Espero gostar da protagonista, já que tenho o costume de achar a maioria das protagonistas muito sonsas.

  5. ketly vieira disse:

    Nao vejo a hora de ler parece ser perfeito

  6. Parabéns pela resenha. Estou ansiosíssima para ler este livro, também sou uma grande fã da série A Maldição do Tigre, a escrita da Colleen Houck me cativa e acredito que também gostarei do novo livro^^

    Assim como você também não curti muito o desenrolar do romance de A Maldição do Tigre, foi o triângulo amoroso mais chato que já vi kkkkkk, mas enfim, pelo menos no final tudo foi enquadrado^^

    Gostei muito de sua resenha^^

    Também sou escritora e juntamente com meu esposo escrevemos dois livros: Admeto – O Globo do Poder e Temores no Mundo dos Mortos.

    Se quiser conhecer nosso trabalho, será bem-vinda a visitar nosso blog, esteja à vontade^^

    http://alinefevalmirjunior.blogspot.com.br/2014/12/temores-no-mundo-dos-mortos-novo-livro.html

    Abraços, Aline.

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