Autora: Robin LaFevers
Editora: V&R Editoras  
Páginas:
 408
Classificação:
 4.5/5 estrelas

Perdão Mortal é um dos poucos livros que comecei com altas expectativas e elas foram todas supridas. Para falar a verdade, tento não esperar tanto de um livro, mas dessa vez não teve jeito e peguei a sorte grande: foi amor a primeira vista e ele durou até a última página!

Não é do santo que desconfio, demoiselle, só dos humanos que interpretam Seus desejos.

O livro é o primeiro da trilogia O Clã das Freiras Assassinas, mas com um pequeno porém: ele tem começo, meio e fim — ou assim parece. Cada livro da série gira em torno de uma assassina; Ismae, Sybella e Annith são completamente diferentes umas das outras, cada qual com seus próprios segredos sombrios a esconder, mas sua amizade e dons especiais as ligam como nada mais poderia, e em um jogo onde elas foram classificadas como meros peões isso pode fazer toda a diferença.

A história de Ismae começa relatando como sua família tentou impedir seu nascimento e tudo que ela conheceu desde então como Filha da Morte foram abusos e humilhação até ser vendida em casamento para um homem repulsivo e entrar no caminho do convento de Saint Mortain, onde ela será treinada para tornar-se uma assassina.

Três anos depois sua primeira missão acontece, o que a leva diretamente em uma trama para acabar com a duquesa da Bretanha. Sem saber quem é aliado ou inimigo, Ismae precisa escolher entre sua devoção ao convento que a salvou ou finalmente começar a pensar por si mesma se quiser salvar o destino de um país inteiro — e o único homem que ela seria capaz de amar.

Nós dois estamos presos a outros deveres, outros santos. Nosso coração não é nosso.

Sim, sim, sim! Se você está se perguntando se esse livro é tão intenso quanto parece, eu devo responder que sim. Desde a iniciação de Ismae até seu mergulho em uma batalha para entender quem realmente quer acabar com a duquesa, cada página foi uma loucura e me causou uma forte impressão. O cenário político é 1485, onde a França luta para ganhar a Bretanha e Robin LaFevers então começa a apresentar uma trama rica em pesquisas, onde cada pincelada forma uma história cada vez mais crível.

E seus personagens não deixam nada a desejar. Ismae mostrou-se a protagonista perfeita, uma mistura de mártir e guerreira. Ela cresceu com aversão aos homens para logo depois se tornar uma marionete em um jogo religioso, ingênua demais para algo que ela não foi preparada para entender, mas a história foi muito além da trama da garota que precisa se encontrar. Sim, ela está percorrendo seu caminho, mas enquanto não encontra seu lugar no mundo ela também precisa se preocupar em salvar um país. E se apaixonar.

Qual o motivo de lutar se aquilo por que se está lutando já está perdido?

E a cada capítulo mais e mais é revelado e foi difícil não me impressionar e babar pela história. Perdão Mortal apresentou uma trama profunda sobre amadurecer e fazer decisões difíceis por aquilo em que acredita. Às vezes é duro se apaixonar por uma história que não é um conto de fadas, mas se há alguma beleza na guerra, ela foi bem retratada nesse livro, e toda a fantasia ficou em segundo plano quando você percebe que essa é a vida real.

Ele me deu vida, e tudo o que eu precisava fazer para servi-Lo era viver.

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Publicado em 08/09/2015
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Comentários
  1. Vanessa disse:

    Olá,
    Meu nome é Vanessa, eu estou para lançar o meu livro “Paradoxo Eva” em pdf, gostaria de saber se há a possibilidade de divulga-lo no seu blog.

    Eu te envio e se você gostar da história, comenta sobre ele. Infelizmente eu não consegui publicar o livro físico, mas gostaria que as pessoas conhecessem a história que escrevi.

    Agradeço desde já.

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