Autora:  Megan Maxwell
Editora: Suma de Letras 
Páginas:
 376
Classificação:
 3.5/5 estrelas

Esqueça tudo o que sabe sobre Megan Maxwell. Em seu novo livro parece que a autora decidiu tentar algo novo, quase como reinventar sua escrita, e surpreendeu até mesmo os leitores que a acompanham a anos (tipo eu!).

A vida é loucura. Loucura por viver, por amar, por sorrir.

O livro segue a história de Kate e Sam, que se conheceram ainda jovens e formaram o que parecia ser o casamento perfeito. Para todos, estava claro que eles formavam o típico casal de contos de fadas. Mas anos depois eles percebem que estavam longe de ter um felizes para sempre.

Quando Kate recebe um telefonema, sua vida rui e tudo o que acreditava sobre seu marido mostra-se uma mentira. Ela não sabe se pode perdoar, mas se tem certeza de algo é que ela também não está isenta de erros, e dessa vez ela precisará se perguntar se por amor realmente vale tudo.

E ao acompanhar a vida do casal, logo de cara vemos que algo complexo está ocorrendo, há segredos em cada canto escuro, e como leitor é difícil não ficar desgostosa e até desanimada quando a autora joga na sua cara que não existe amor perfeito.

“Você sabe o que Sam significava pra mim. Era meu príncipe encantado. O homem ideal! Mas sabe o que eu concluí com essa história toda?”
“O que você concluiu?”
“Que a vida não é o maravilhoso conto de fadas que eu imaginava… porque os príncipes encantados viram sapos.”

Mas, mesmo com a narrativa estranha, típica de contos de fadas, em poucos capítulos me joguei na história — sempre foi muito fácil me viciar na escrita de Megan Maxwell, sério. O drama, com pitadas de novela mexicana, uma característica em seus romances, é algo que adoro. E nesse livro essa característica foi complementada com uma narrativa divertida, mesmo quando uma cena tensa se desenrolava, então foi fácil desfrutar de mais essa leitura.

O grande diferencial é que dessa vez a autora apresentou algo profundo. Por mais que eu adore seus livros, nunca é algo que me faz pensar e sim só aproveitar o momento enquanto me preparo para ler algo mais complexo depois. Porém, dessa vez, a autora quis passar uma mensagem e fazer o leitor repensar nessa mania cretina que temos de rotular, de acreditar que há um preto no branco sobre quem está errado, e se jogar na onda do que é realmente importante e essencial para cada um apesar das escolhas e caminhos adotados. Não há como amar o companheiro quando você não ama quem realmente é, e certas vezes é necessário primeiro se redescobrir antes de seguir em frente como casal.

Em Os Príncipes Encantados Também Viram Sapos você vai encontrar um dos romances mais maduros de Megan, não por excesso de sexo, mas por discutir sobre crescer, lidar com as feridas e perceber que, como casal, não basta pensar somente nas suas feridas para seguir em frente. Apesar de parte da história ficar um tanto repetitiva e até um pouco chata em certo momento, esse é um livro que causou um estrago no meu coração e provou que Megan Maxwell é capaz de ir além da classificação de romances melequentos — seja por ser água com açúcar ou por seus eróticos mais do que calientes.

Vai ter valido a pena enquanto durou. Quem vai me tirar isso? Quem vai apagar minhas lembranças? Ninguém, Sam. Absolutamente ninguém. E por isso, por essas lembranças, por esses momentos incríveis e pela felicidade que você pode encontrar, você tem que se arriscar.

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Publicado em 01/10/2015
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Comentários
  1. Fiama disse:

    Terminei de ler esse livro ontem e enfim entendi o 3,5. Confesso que os primeiros 20 capítulos causaram um estrago no meu coração, fiquei arrasada. Mas infelizmente no meio a história fica cansativa e o fim não fez jus aos personagens e a história tão profunda. Mas só de sair daquela coisa de mocinhos e mocinhas irritantes é um alívio.

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