Autor: John Boyne
Editora: Seguinte
Páginas: 296
Classificação: 3.5/5 estrelas

Eliza Caine, uma jovem longe de ser a garota típica de sua época, grande fã de Dickens, acaba de perder o amoroso pai. Sozinha em uma Londres do século XIX (SIM!), a jovem professora de 21 anos vê sua oportunidade como governanta em uma mansão ao leste da Inglaterra… E a mansão, adivinhem, é assombrada (SIM! #2).

Ao chegar ao seu novo lar, ela encontra apenas duas crianças largadas para se alimentarem por si só e a presença de um espírito maligno que ameaça sua vida. Cliché, mas não no mau sentido.

“Existe crueldade no mundo, Eliza, você vê isso, não vê? Á nossa volta. Respirando na nossa nuca. Passamos a vida inteira tentando fugindo dela.”

Isabelle e seu irmão mais novo Eustace são os únicos vivos a habitarem Gaudlin Hall. Além do misterioso H. Bennet, o empregador de Eliza que só se comunica por cartas. E não é somente na casa que o cenário é estranho. No vilarejo as pessoas são hostis, e nenhuma explicação e/ou noticia se tem sobre os pais das crianças.

E aqui estamos: uma mansão assombrada, duas crianças, um vilarejo hostil e a nossa heroína pronta pra desvendar tudo isso.

Há dias em que detesto viver em 1867. Tudo se move com tanta rapidez. Mudanças acontecem em ritmo desenfreado. Prefiro o estilo de vida de trinta anos atrás.

John Boyne conseguiu mais uma vez me surpreender, senhoras e senhores, A Casa Assombrada é uma mistura de terror com muito humor e cheio de citações famosas, com muitos clichês. Mas é o tipo de clichê que te deixa absurdamente satisfeito com a leitura. É um clássico do horror sobrenatural e sim, tem momentos que me deixou com medo de fechar os olhos, ou ir ao banheiro de madrugada…

Creio em má sorte Srta. Caine. Acredito que um homem pode partir com cem anos de idade e uma criança pode reencontrar Deus antes mesmo de seu primeiro aniversário. Acredito que o mundo é um lugar misterioso e que não podemos ter a pretensão de entendê-lo.

Talvez o grande problema é que não vamos muito além do óbvio, e para quem busca algo previsível mas ainda delicioso de se ler, essa é uma boa opção. Posso dizer que se a protagonista fosse outra se não Eliza Caine, não valeria a pena. E pode não ser o melhor de John Boyne, mas qualquer livro escrito por ele proporciona bons momentos e esse não foi diferente.

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Publicado em 14/07/2015
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