Autora: Anna Carey
Editora: Vergara&Riba
Páginas: 230
Classificação: 3/5 estrelas

Blackbird – A Fuga conta a história de uma garota que acordou no meio dos trilhos do metrô de Los Angeles, sem nenhuma memória e somente com uma bolsa contendo roupas, dinheiro, um número e uma instrução: “Não chame a polícia”. Assim, ela não sabe quem é ou o motivo de estar lá, somente que aparentemente algo a está caçando e ela fará de tudo para sobreviver.

Sentia as palavras nos lábios….estou sendo caçada

Blackbird tem uma premissa interessante, uma garota que não faz a miníma ideia de quem é, acorda em um lugar estranho e existe pessoas querendo matá-la. Parece o trama de um filme de aventura e eu estava muito animada para começar a lê-lo, mas vocês sabem o que dizem sobre altas expectativas: raramente elas tendem a ser atendidas.

A narrativa foi a primeira coisa que me incomodou no livro, a autora utiliza o pronome você durante o livro inteiro e senti como estivesse lendo uma fanfiction e não no bom sentido. Eu tenho quase certeza que a autora queria fazer com que o leitor realmente se sentisse na pele da personagem, mas para mim isso só fez quebrar o ritmo da leitura várias vezes, porque eu não conseguia deixa de pensar que “Não, querida, eu não sou tão crédula assim”.

Não me lembro de nada, o que sei :
* Estou em Los Angeles
*Acordei nos trilhos da estação de metrô Vermont/Sunset
*Sou uma garota
*Tenho cabelos pretos e longos
*Tenho um pássaro tatuado em seu pulso direito com o código FNV02198
*Estão tentando me matar

Mas o enredo não deixa de ser instigante já que a personagem está sendo caçada e eles irão fazer de tudo para mata-lá, algo que já causa a tensão que tanto adoro. No entanto, o ritmo do livro é muito corrido e autora não consegue desenvolver as situações, sendo que foram poucos os momentos em que senti medo pela protagonista ou que fiquei ansiosa com alguma ação.

E sério, o livro é recheado de clichês, mas não no sentido “Nossa, foi genial utilizar ele nesse momento, dá até um orgulho de você utiliza-lo tão bem” e mais para “Nossa, nem esperava por isso – só que não”. O que realmente salvou foi a crítica da autora em relação ao estilo de vida de pessoas endinheiradas e o que são capazes de fazer somente por diversão.

Outro grande prazer foi a personagem principal. Nossa protagonista é corajosa, leal, divertida e bem inteligente, já que ela sempre arruma um jeito de sair de situações complicadas, além de sobreviver sem lembrar de quase nada. Os outros personagens não se destacaram muito, já que, como eu disse, a trama é corrida e eles acabam não sendo bem desenvolvidos.

No geral, a escrita da autora flui bem e a leitura acontece em um estalar de dedos. A premissa de sua história é intrigante, sem dúvidas, mas a forma como resolveu conduzir a trama dificultou o meu apego aos personagens ou até mesmo a me convencer sobre determinados aspectos, mas ainda acredito que ela possa vir a melhorar esses pontos no próximo livro e o final é bom o suficiente para deixar qualquer um ansioso pelo que está por vir. Ainda sim, devo dizer que em um mar de livros incrivelmente bons, com o mesmo tipo de trama, Blackbird dificilmente se destaca.

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Publicado em 05/08/2015
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