Autora: Cammie McGovern
Editora: Galera Record
Páginas:
 336
Classificação:
3/5 estrelas

Aceitar o diferente nunca foi tão fácil. Ou diferente.

Se você se importa com o que eles pensam, são eles que tem todo o poder.

Amy & Matthew não é uma história simples. Talvez você não se apaixone pelos personagens, mas provavelmente vai perceber que há duas coisas em comum nessa história: amor e aceitação. Todo mundo tem os seus defeitos, suas diferenças, suas peculiaridades.

O livro conta, em terceira pessoa, a vida de dois jovens: Amy, uma garota com um QI acima da média, espirituosa, engraçadas, bonita, mas que sofre muito com a paralisia cerebral que teve, precisando de ajuda médica, de mentores e de pessoas para se locomover, comer, etc; e Matthew, um garoto inteligente, mas nada de anormal, divertido, excêntrico e que sofre de TOC (Transtorno Obsessivo compulsivo). Apesar de estudarem na mesma escola, eles nunca tinham parado para realmente se conhecerem, até que tudo muda para ambos.

(…) quando se tem uma deficiência, quase ninguém fala a verdade para você. As pessoas ficam constrangidas porque a verdade parece triste demais, eu acho. Você foi muito corajoso em ir até a aleijada e dizer basicamente: apague esta expressão feliz do rosto e enxergue a realidade. É isso que quero que você faça ano que vem. Que me diga a verdade. Só isso.

Amy pode ter sua deficiência, mas é completamente independente intelectualmente. Tudo que ela quer ela consegue, mas falta alguma coisa, faltam relações com pessoas que não estejam ao lado dela justamente porque precisam estar. E é nisso que o Matthew entra, um garoto tímido, cheio de manias, mas tão fofo que é quase impossível não se apegar. Gostar de Amy é mais difícil, mas você chega lá.

A relação começa como um trabalho, como uma ação pra ajudar Amy, mas o tempo vai mostrando que os dois conseguem ser amigos apesar da circunstâncias. Ele a ajuda a viver e ela o ajuda a jogar seus medos fora. É bom ver a evolução dos dois, porém muita coisa me incomoda na história em si, o fato de ser narrado em terceira pessoa é só um exemplo. Além disso, os demais personagens do livro ficam meio no limbo. Sanjay, Sarah e Chloe realmente poderiam ter sido explorados melhor pela autora.

Mas voltando aos protagonistas, enquanto Amy ajuda Matthew a se tratar do TOC, eles dois vão se apaixonando, mas é tanto medo de se envolver das duas partes, que há momentos em que a gente não sabe quem tem mais problemas, se ele ou ela. Porém, quem não tem medo de viver uma relação, não é? Mas é justamente por esse medo que tudo desanda na vida dos dois, as coisas se tornam complicadas e por um instante você acredita que ferrou tudo…

A questão ali era sobre aceitação, pensou ele. Dar-se conta de que ninguém é perfeito e de que ninguém pode esperar mudar outra pessoa. O que era uma mensagem bacana, mas também – ele tinha de admitir – meio confusa. Ela pensava mesmo que ele não tinha mudado nada? E quanto a tudo que acontecera no hospital? Essa era uma história sobre amigos, mas eles não tinham sido mais do que isso?

Ah, não vou contar o que acontece não. Aproveita e compra o livrinho da Cammie McGovern e não estranhe se achar a capa muito parecida com um livro lançado no Brasil há pouco tempo atrás. As semelhanças param por aí.

Não vamos esperar eternamente que nossas vidas comecem. Vamos fazê-la começar. Vamos ser destemidos para variar e dizer: nós podemos fazer isso.

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Publicado em 08/06/2015
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Comentários
  1. Um dos livros da listinha interminável de “leituras pendentes” que em breve lerei! Muito bom (:

    oeraumavezdeverdade.blogspot.com

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