Autora: Raine Miller
Editora: Suma de Letras
Páginas:
 256
Classificação:
 3/5 estrelas

Cerejinha é o primeiro livro envolvendo o casal Neil e Elaina, amigos dos protagonistas de O Caso Blackstone. Nesse livro, vamos descobrir como eles se conheceram, apaixonaram-se e todos os obstáculos que precisaram enfrentar juntos.

Eu nunca vou deixar de amar você, Cerejinha. Nunca. Não consigo… e não vou.

Tudo começou com um amor juvenil.  Elaina amou Neil logo no primeiro encontro, quando ela era somente uma criança e ele um garoto atormentado pelo descaso de sua família. Com o tempo, ele tornou-se parte de sua família e o amor só cresceu desde então. E mesmo separados pela guerra, tragédia após tragédia, o amor continuou até ser correspondido.

Mas a vida vai além de sonhos do amor perfeito e a desconfiança acaba com a relação, porém Neil está disposto a esperar e mostrar que o que há entre ele e sua Cerejinha é eterno.

Essa é uma história curta e longe de possuir todo o suspense envolvendo Caso Blackstone. Por um lado, é gostosa a ideia de um amor juvenil e fácil entender como ele acontece, no entanto há o problema de tudo acontecer muito rápido, acreditar em um amor tão forte logo em suas primeiras páginas, sem que tudo se desenvolva para o leitor conhecer a fundo o casal e torcer por eles, é complicado.

Eu fiz a coisa mais difícil de toda a minha vida.
Eu a deixei ir embora.

Claro que vale destacar que os personagens já foram apresentados em livros anteriores e o foco de Raine Miller agora é mostrar como tudo começou, mas alguém que não tenha lido a série principal vai se sentir bem prejudicado.

E o romance também não cresce como o esperado. Na primeira adversidade esse amor tão perfeito cai por terra, chega a ser bobo como tudo ocorre. Como alguém grita seu amor para o mundo inteiro ouvir e então aceita deixá-lo de lado com um simples aborrecimento? É patético e irritante mas não culpo o casal, provavelmente foi mais um caso onde o autor estava com pressa para escrever uma história e só sentiu a necessidade de não fugir do clichê ao adicionar um drama ao enredo.

A grande cartada da autora é realmente o amor do leitor, é um cenário já conhecido e confortável para quem acompanha os Blackstone — além de ser ótimo poder conferir um pouco do Ethan antes de se apaixonar. E Neil não deixa tanto a desejar, sua falha foi permitir que o orgulho e o medo abalassem uma relação que tinha tudo para ser perfeita, mas claro que sempre podemos encontrar beleza na imperfeição.

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Publicado em 19/05/2015
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