Autoras: Malala Yousafzai e Patricia McCormick
Editora: Seguinte
Páginas:
 216
Classificação:
 4/5 estrelas

O que me levou a ler este livro foi a curiosidade de saber como apenas uma garota conseguiu ser a vencedora do prêmio Nobel da Paz. Mas ao começar a leitura deste livro ficou claro que Malala não é apenas mais uma garota. Em um mundo dominado por homens e militantes, ela lutou contra a repressão contra seu direito de poder ir à uma escola e adquirir conhecimento.

Eu sou Malala. Meu mundo mudou, mas eu não.

Diferente das outras meninas de sua idade, Malala tem o desejo pulsante de fazer parte de uma escola, de sair do esteriótipo de mulher ignorante que as mulheres ao seu redor sofrem e ir além de mal saber o preço do produto em um mercado. Vivendo em Vale do Swat, suas ideias não são bem aceitas. E então Malala descobre que “infringir a lei” de uma religião para tentar manter um direito de qualquer ser humano vai colocar sua vida em risco e mudar seu mundo mais rápido do que esperava.

Mesmo que os livros de não-ficção não sejam daqueles que mais me atraiam, fui vencido pela curiosidade de saber quem realmente era Malala, o que de tão especial ela carregava dentro de si. E aos poucos vamos conhecendo a fundo a protagonista, o por quê de suas atitudes e o que a levou até onde está hoje, a mais jovem ganhadora de um Nobel na história.

Acredito que há algo de bom para cada coisa ruim, e que para cada pessoa má deus manda uma boa.

Trazendo a importância da educação a um nível ainda maior, a vida de Malala e quem está ao seu redor começa a fazer parte do leitor e pensar que tudo isso é real, que essa garota passou por coisas que uma pessoa jamais deveria sofrer e ainda sim seguiu em frente e lutou pelo que queria, é lindo, mas seria ainda mais bonito se vivêssemos em um mundo perfeito, onde sua realidade só fizesse parte de histórias de horror.

O peso das palavras de Malala, principalmente, me fez repensar, e acredito que esse é o grande intuito de seus livros: através deles entender mais desse outro mundo e dar mais do que um pensamento para as milhares de pessoas que sofrem e ainda vão sofrer ao longo dos anos toda essa opressão.

O que eu fiz de errado para sentir medo? Tudo o que quero fazer é ir à escola. E isso não é um crime. É meu direito.

Eu não tive acesso a outra edição lançado também pela Companhia das Letras, porém esta edição (Edição Juvenil) conta com mapas, fotos coloridas e glossário que ajudam – e muito – no entendimento geral da história. Além disso, neste volume vamos encontrar uma seção com os acontecimentos mais importantes tanto no Paquistão quanto no Swat em uma ordem cronológica no período de interesse. E claro que não podia faltar a própria Malala discorrendo sobre seu projeto Fundo Malala e seus agradecimentos.

E apesar de não ler seu outro livro, Eu sou Malala — Edição Juvenil parece não perder em nada. A história emociona, é evidente que Malala foi mais do que uma menina qualquer e não será uma mulher padrão. Ela quer que sua voz seja ouvida, seus direitos e de milhares de paquistaneses, mulheres, crianças, e homens, sejam levados a sérios e aconteçam e esse livro não só cumpriu esse papel mas também me fez repensar, como leitor, até onde estou disposto a ir por meus direitos também. O Brasil não vive sobre opressão — pelo menos aparentemente –, mas nem tudo é perfeito em nosso país e talvez esse livro, difundido entre escolas públicas, bibliotecas, etc, também comece a fazer a diferença que ninguém esperava, assim como Malala.

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Publicado em 11/03/2015
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