Autora: Bianca Briones
Editora:  Verus
Páginas:
 406
Classificação: 3/5 estrelas

As Batidas Perdidas do Coração é o primeiro livro de uma série onde cada livro girará em torno de um casal diferente. Nesse livro, somos apresentados a Viviane e Rafael, pessoas de mundo completamente diferentes mas que vão compartilhar suas dores um com o outro.

Sentir me faz viver, e tudo o que eu quero é morrer.

Viviane é uma garota rica que nos últimos meses precisou enfrentar o câncer diagnosticado em seu pai e apoiá-lo enquanto lutava contra a doença, porém ele perde e agora ela precisa lidar com sua perda e a família desestruturada. Já Rafael vem sofrendo perda atrás de perda e tudo isso acarretou em ódio, uma raiva tão grande que ele decidiu aliviar toda essa dor nas drogas e ele pode até não ser rico, mas entende Viviane, e no momento isso é tudo que precisa. Com a química que há entre eles crescendo para algo mais, eles vão ensinar um ao outro que quando o coração perde uma batida é o sinal que o para sempre finalmente chegou para eles. Mas, talvez, simplesmente não seja o momento certo.

E esse é o trama praticamente clichê que permeia esse livro de tantas páginas, mas que em principio se arrasta em sua narrativa, com tão pouca trama a ser trabalhada que a autora se repete, sem excluir o fato que Rafa e Vivi são amor para a vida toda em três encontros, apesar de faltar toda essa química, mesmo com ambos narrando a obra, o que teoricamente torna fácil para o leitor se apegar aos personagens e entendê-los melhor, mas não em As Batidas Perdidas do Coração.

Sinceramente, eu adoro quando ambos os protagonistas narram, acredito que se forma uma ligação, mas apesar de tudo se encaixar entre Rafa e Vivi, a ligação entre leitor e personagens não ocorreu comigo e foram duzentas páginas desse romance superficial até chegar ao cerne da história e, sério, pedi arrego e precisei pausar a leitura, algo que raramente quase nunca ocorre.

Não há dor que dure para sempre, mas, se durar, estarei aqui.

E talvez essa pausa tenha sim sido uma boa escolha, retornei a leitura e me senti melhor, é uma boa história e deixei de forçar para simplesmente deixar fluir. Claro que ainda fica o sentimento que não há nada em Rafael e Viviane, sequer uma caracteristica, que eu ja não tenha visto anteriormente em algum outro personagem, não que precise ter um chifre de unicórnio no meio da testa, mas Rafael e Viviane não possuem nada que os tornem singular para mim, memorável ao ponto de eu até pensar em reler o livro, já fico contente em conseguir finalizá-lo apesar da sensação de que suas quatrocentas páginas eram na verdade oitocentas.

Ainda assim, eu me apeguei há alguns personagens ao ponto de imaginar como serão as sequências e, entre trancos e barrancos, senti aquele arrepio que sempre aparece quando estou lendo algo especial, mesmo que ele não tenha durado muito. A ideia de um garoto que precisa lutar contra as drogas é boa, como ela chegou ao papel e evoluiu nem tanto. Mas, ainda fica o receio de indicar o livro, entretando destaco: eu sou minoria, o new adult de Bianca Briones é um sucesso, então não leve nada como verdade absoluta, dê uma chance, quem sabe você gosta, mas, se não gostar, faça diferente e deixe o livro de lado na primeira oportunidade, a vida é muito curta para perder com livros que você não se apaixone após a primeira metade.

Eu queria que amar fosse suficiente.

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Publicado em 29/11/2014
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