Autora: Jane Costello
Editora: Record
Páginas: 416
Classificação: 3.5/5 estrelas

E o dia perfeito de Zoe Moore acabou não sendo tão perfeito assim, principalmente quando o noivo não apareceu. Em Quase Casados, como o próprio nome já deixa a dica, o chick-lit gira em torno do casamento que não aconteceu de Zoe e como ela decidiu lidar com isso mudando de país e se tornando uma baba nos Estados Unidos.

Entretanto nem tudo são flores no novo país e Zoe talvez seja quem dará uma mãozinha para uma família em apuros. E nessa família as crianças sob sua responsabilidade, Ruby e Samuel, são peso leves quando comparados ao pai, Ryan Miller, que parece ter resolvido fazer da vida de Zoe um inferno. E talvez seja ele quem mais precise da ajuda dela…

Você pode atravessar um oceano para fugir. Mas não tem como fugir de seus pensamentos.

Leve e divertido, esse é mais um chick-lit sobre uma mulher que decidiu largar tudo para encontrar todas as respostas em um au pair — para quem não conhece, é basicamente ir para o exterior se tornar babá. Sinceramente, estou quase jogando tudo para o alto para começar o meu próprio serviço de baba e, quem sabe, encontrar o amor da minha vida e ainda me divertir tanto, porque, sério, para ter tantos livros com protagonistas que decidem fazer o mesmo por aí deve ser algum sinal. O problema no caso de Quase Casados é que Zoe fica tão preocupada pensando em Jason, o noivo que não apareceu no casamento, que acaba perdendo parte da diversão.

E apesar dessa característica na leitura segurar um pouco o leitor, logo fica evidente que Zoe é mais do que uma garota se lamuriando por um cara, ela é também divertida, vive se enfiando em enrascadas e tem garras para defender o que quer. Também não posso deixar de lado Ryan, um cara que só precisa de um grande empurrãozinho para se tornar o homem que muita mulher pediu a Deus. E juntos eles formaram um livro delicioso, mas com alguns poréns.

Esse não é o primeiro livro que leio de Jane Costello, mas é o primeiro que sinto uma espécie de loop infinito com a finalidade de preencher páginas sem precisar trabalhar muito na trama. Zoe, que se mostrou uma grande personagem, na última parte da trama se mostra pedante com suas inseguranças e ainda me pergunto de onde saiu isso após tudo o que a garota batalhou para viver e aprender com o pé na bunda que levou. Claro que isso só tirou alguns pontos do livro, mas não me faz deixar de recomendar não só esse como os outros livros da autora. Apesar da quantidade de páginas, Quase Casados proporciona risadas que fazem suas quatrocentas folhas passarem voando e terminar o livro pedindo por mais — desde que esse “mais” seja bem conduzido, claro.

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Publicado em 10/11/2014
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