Autor: Andy Weir
Editora: Arqueiro
Páginas: 336
Classificação: 5/5 estrelas

Como uma obra de ficção em ascensão, Perdido em Marte foi um dos livros que logo prendeu meu interesse pelo fato de ter uma premissa inovadora. Com a adaptação em andamento, não quis perder tempo e aproveitei os ótimos comentários para ingressar de cabeça na leitura deste livro e estava certo quanto a isso. O melhor de tudo é que, depois de iniciar a leitura, perceber que a trama não envolverá apenas ficção científica, mas mesclará também suspense com aquele toque de humor, tornou-o impossível de largar.

Estou ferrado. Essa é a minha opinião abalizada. Ferrado.

Mark Watney foi o décimo sétimo astronauta a pisar em Marte, mas muito provavelmente será o primeiro a morrer no solo vermelho. Certos que Mark estava morto depois de uma tempestade, a tripulação da missão Ares 3 acaba deixando o planeta vermelho. Mas Mark está vivo, pelo menos por enquanto. Haverá outra expedição em alguns anos e essa é a esperança de Mark, conseguir manter-se vivo até a chegada da Ares 4 mas isso não quer dizer que será uma tarefa fácil.

[12:04] JPL: E cuidado com o vocabulário. Tudo o que você digita está sendo transmitido ao vivo para o mundo inteiro.

[12:15] WATNEY: Veja! Um par de peitos! (.Y.)

O primeiro ponto notável é o protagonista brilhante. Além de ser extremamente inteligente, o autor criou um protagonista totalmente sagaz e altamente irônico, que faz com que você sinta-se cada vez mais a vontade com ele e com a leitura. Ele consegue despertar mil e uma sensações em mim: torcia por ele, sentia-me feliz com sua realizações, me desesperava quando algo dava errado, mas sua principal característica é o sarcasmo que atinge você de forma certeira, você não consegue parar de dar risadas e realmente se divertir com sua presença de espirito. Mark foi praticamente meu amigo durante a leitura.

Outro ponto claramente marcante é a forma como o autor trabalhou todas as informações. De uma forma bastante clara e objetiva, o autor conseguiu descrever com destreza e explicar de uma maneira compreensiva tudo o que envolvia o universo sci-fi presente na obra. Eu adorei isso porque um dos problemas que eu enfrento com o gênero é justamente certas explicações e divagações que eu simplesmente não consigo entender mas Weir quebra isso. Além do humor impagável do protagonista — que facilita e muito o caminhar da leitura –, o autor tem uma facilidade para explicar tudo pelo que o protagonista passa.

Por que o Aquaman consegue controlar baleias? Elas são mamíferos! Não faz sentido.

Andy Weir é O cara. Sem dúvidas um dos melhores livros estreantes que eu já li. O autor traz de uma maneira totalmente descontraída uma ficção científica que te manterá preso do início ao fim e você ainda pedirá por mais. Se não bastasse o livro todo ter me conquistado, o desfecho ainda deixa um mensagem incrivelmente positiva que nos leva a refletir e não vou falar mais para não soltar spoilers. Como uma das minhas leituras favoritas do ano passado, recomendo porque o autor consegue divertir o leitor mesmo ao tratar de um assunto tão denso e ainda traz um desfecho surpreendente. Nunca foi tão gostoso ler ficção científica.

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Publicado em 09/01/2015
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