Autora: E. Lockhart
Editora: Seguinte
Páginas: 272
Classificação: 3.5/5 estrelas

Desde o lançamento de O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks, estive bastante curioso para conhecer melhor o trabalho dessa autora que está dando o que falar. Muito bem aceita pelos leitores, criticada positivamente por blogueiros e grandes críticos, E. Lockhart tem surpreendido os leitores. Assim que a Seguinte anunciou o lançamento de Mentirosos para outubro, corri para adquirir o meu assim que lançasse mas meu primeiro erro foi gerar muitas expectativas.

– Uma parte de mim morreu – ele diz. – E era a melhor parte.

Cadence é uma garota que pertence a uma família rica e com um nome a zelar. Passando todos os verões com sua família em uma ilha particular do seu avô, Cadence cresceu ao lado de Johnny, Mirren e Gat. Juntos, eles formam os Mentirosos. Unidos, eles sempre trocaram confidências, brincaram e exploraram cada canto da ilha e inevitavelmente Cadence se vê apaixonada por Gat — o único Mentiroso que não faz parte da família –, mas um Sinclair não deve se apaixonar perdidamente ou se tornar algum tipo de garota carente que mete os pés pelas mãos por causa de um amor de verão. Até que um dia Cady sofre um terrível e misterioso acidente. Com algumas sequelas do acidente, ela não consegue se lembrar do que realmente aconteceu e, ao voltar para a ilha, ela começará a ter suas memórias de volta e descobrirá que a verdade pode ser bem diferente daquilo que ela imaginava.

 Me lembro repetidas vezes de que a dor não dura para sempre. De que outro dia vai chegar e, depois dele, mais um.

O novo livro da autora E. Lockhart trará uma trama distinta e inesperada. Não procurei muito sobre o enredo do livro e achei que quanto menos soubesse, mais surpreso ficaria, porém não foi exatamente isso que aconteceu. Logo de início seremos apresentado à protagonista, aos demais familiares, aos Mentirosos, às instalações e aos costumes da família Sinclair, o que é muito importante para entender o desenvolver da história.

Ao decorrer da trama, não consegui me apegar a relação entre Cadence e Gat. Por mais que seja um relacionamento em que aparentemente um foi feito para o outro, e ao mesmo tempo há várias divergências, como por exemplo a família de Cady, mal conhecemos Gat, não consegui “comprar” a história de amor dos dois e, se eu disser que caí de amores pela Cadence, seria uma mentira também. A protagonista não chegou a me irritar mas também não me apeguei a ela, em alguns momentos ela simplesmente só pensava nela mesma e em outros parecia que só o sofrimento dela era grande o bastante.

O ponto positivo fica para a crítica à famílias aparentemente perfeitas. É perceptível a cutucada da autora envolvendo famílias que prezam o dinheiro e o nome. Os Sinclair’s vivem em uma casca de perfeição que é facilmente ruída pelo consumo de bebidas, manipulação e bajulação dos herdeiros, uso abusivo de medicamentos, uso deliberado e desnecessário do dinheiro, a falta de preocupação dos milionários com ações sociais, etc. Lockhart  conseguiu me ganhar com isso pois desenvolveu mais do que mais uma obra de ficção e somos claramente atingidos pelas críticas.

Se você quiser viver em um lugar onde as pessoas não tenham medo de ratos, deve abrir mão de viver em palácios.

No mais, foi o final que me pegou completamente desprevinido. Vi algumas pessoas dizendo que adivinharam o final antes mesmo dele acontecer, mas talvez eu não seja tão esperto assim porque de todos os finais que eu poderia ter imaginado, com certeza nenhum deles chegou perto do caminho que a autora escolheu seguir. Ela consegue dar um desfecho merecido para toda aquela ansiedade de saber o que realmente aconteceu com a Cadence no verão dos quinze.

Em suma, Lockhart conseguiu criar um mistério sobre a história de quatro jovens e manter o leitor atento durante toda a leitura, aos poucos você começa a se apegar aos personagens e, quando você menos espera, a autora te surpreende com um desfecho brilhante. Mesmo assim, achei que ela não conseguiu fazer com que eu me entregasse a história, que me emocionasse com o relacionamento dos protagonistas ou que derramasse muitas lágrimas com o final proposto, mesmo sendo muito perspicaz. Como já dito anteriormente, talvez meu erro tenha sido esperar demais dessa leitura. Me deparei com um drama repleto de mistérios, mas ainda assim mediano.

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Publicado em 19/11/2014
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Comentários
  1. Lari Alves disse:

    Gente, uma dica: escolham usar “estória” ou “história”, as duas palavras no mesmo texto dá um ar de falta de conhecimento

    1. Gabrielle disse:

      o erro foi meu revisando, eu troquei tudo que estava como “estória” para “história” e acabou escapando um (ambos estão corretos, mas não vejo muita necessidade de usar estória, apesar de ser o que mais se encaixa)

  2. Giovanna disse:

    Emanuel, você resumiu o que eu senti ao ler mentirosos. Vale a pena pela critica às famílias perfeitas e pelo final totalmente inesperado.
    A Cady não me cativou em nenhum momento e muito menos o relacionamento dela e do Gat. Até ler aquele bendito final. Aí eu voltei e pensei na estoria toda e finalmente senti por ela.
    Não advinhei o desfecho, mas fiquei imaginando algo parecido no decorrer do livro.

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