mara dyer

Autora: Michelle Hodkin
Editora: Galera Record
Páginas:
 406
Classificação:
 5/5 estrelas

FINALMENTE o segundo volume de história de Mara Dyer está entre nós, ainda melhor que o anterior, mais intenso, mais confuso, e claro, mais FREAK.

“Você é doente.”
“Ninguém é perfeito.”

Sim, essa história está ainda mais bizarra ao ponto de eu mesma me perguntar o que é real, ou melhor, o que deveria ser considerado insano em um mundo que nunca foi muito normal. E com Mara e seus estranhos poderes, a sensação é ainda pior.

Após as decisões e o caminho que decidiu seguir no final de A Desconstrução de Mara Dyer e a não-tão-agradável surpresa que fez Mara repensar em tudo que acreditava, começamos o segundo livro com nossa protagonista presa a uma ala psiquiatra, algo que antes ela achava ideal para não machucar aqueles que ama até perceber que o perigo está lá fora e presa ela não vai proteger ninguém.

Agora, mais uma vez ela vai depender de Noah para convencer sua família que apesar de um pouco desequilibrada seu lugar é ao lado deles e enquanto tenta aparentar normalidade, Mara descobre mais sobre a ligação entre suas habilidades e uma antiga familiar e quão antigos seus tormentos são. E com Mara cada vez perdendo mais de si para dar lugar a algo que pode ter uma ligação com Noah, até onde ela conseguirá ir antes de não sobrar mais nada para consertar?

Esse livro ficou com uma pegada tão louca, imprevisível, que ao ler não sabia se sentia raiva e ódio por tudo que Mara sofria ou se pulava e tinha um ataque enquanto aguardava para ver o pau comer e o sangue jorrar. Preciso dizer: Michelle Hodkin, você é FODA! Sei que sou fácil para entrar em um livro, mas brincar com o que acredito e a realidade sem deixar de lado um cenário bem embasado é mais complicado, e essa mulher faz isso com glória.

A Evolução de Mara Dyer não é um livro fofinho, bonitinho, muito menos que será uma leitura divertida, acredito que esse foi o grande problema dessa saga, a capa bonita enganou muitos leitores que estavam em busca de um romance no primeiro livro, algo secundário na trilogia Mara Dyer, apesar de ser também uma forte característica da história, a essência está no mistério envolvendo Mara e o medo do que está para acontecer, se alguém algum dia vai acreditar nela ou se até mesmo ela vai parar de acreditar em si mesma, afinal até que ponto suas crenças possuem força quando nem você mesma tem controle de seu corpo ou memória?

Se eu fosse viver mil anos, pertenceria a você durante todos eles. Se fôssemos viver mil vidas, iria querer torná-la minha em todas elas.

E apesar de toda essa tensão, não ficou de lado todo o charme envolvendo Noah (quente, muito quente), a sagacidade dos irmãos de Mara, Daniel e Joseph, entre outros pilares que fizeram a trama mais leve e impediu que meu coração entrasse em combustão. E, sinceramente? Para gostar e entrar nesse livro você precisa se jogar na loucura, só assim para entender e curtir o movimento. Mas caso você siga esse conselho, por favor não me culpe se você começar a ter buracos  na memória ou começar a ver alucinações, esse é o efeito de Mara Dyer em sua vida, e mal vejo a hora de ler The Retribution of Mara Dyer para ter mais uma dose disso, principalmente porque a vingança é doce… #vemNiMimRetribution

Eles chacoalhavam minha jaula para ver se eu mordia. Quando me soltassem, veriam que a resposta era sim.

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Publicado em 01/10/2014
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Comentários
  1. elena disse:

    Nossa sem palavras pra esse livro…só UAU.

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