Autor: John Boyne
Editora: Seguinte
Páginas:
224
Classificação:
5/5 estrelas

Alfie Summerfield esta completando cinco anos quando a Primeira Guerra Mundial explode. Seu pai logo se alista para o combate, e a vida do garoto – que inclui os vizinhos da rua onde mora em Londres – muda drasticamente; sua melhor amiga e seu pai austro-húngaro é levado pelo governo, o melhor amigo de pai de Alfie é preso por se recusar a lutar na Guerra, e a própria mãe do garoto tem que fazer trabalho extra pra conseguir sustentar a casa e filho.

Ele tinha ficado onde estava. E então corrido.

Logo Alfie para de frequentar a escola (sem o conhecimento da mãe) e começa a engraxar sapatos na estação de trem por alguns trocados pra ajudar na luta pela miséria, e esperto como só ele, ainda salva alguma coisa para ‘emergência’. Nesse meio tempo Alfie e sua mãe costumavam receber cartas e noticias do pai durante os primeiros quatro anos da Guerra, e então elas pararam de chegar. O garoto, não contente, faz de tudo para descobrir mais sobre o paradeiro do pai e não engole fácil as desculpas da mãe sobre ele estar em uma “missão secreta”. E enquanto engraxa sapatos na famosa King’s Cross, Alfie, além de conhecer pessoas curiosas para seus olhos inocentes de criança, acaba descobrindo uma pista que pode leva-lo ao pai, não muito longe dali.

Ele não sabia como deveria se sentir. Esse era o problema da guerra, percebeu. Deixava tudo tão confuso.

Fique Onde Está e Então Corra é um livro que me surpreendeu por vários motivos, a começar pelo tema histórico que é a Primeira Guerra Mundial. Nunca fui fã de história mundial e afim suck at school, mas John Boyne me agradou imensamente pela sua narrativa simples e envolvente através dos olhos de um garoto incrível como Alfie.

O livro não é propriamente sobre a Guerra, mas sim sobre o efeito dela sobre as pessoas, famílias, homens e mulheres da época. Como a Guerra pode mudar as pessoas, destruir mentes e laços e ter um protagonista com as características de Alfie como ponto de vista é muito interessante, cativante e em certos pontos sua inocência infantil e vontade de ter sua família de volta emocionou demais.

Boyne tratou sobre aqueles que nunca mais seriam os mesmos depois da Guerra, aqueles que perderam toda a sanidade nas trincheiras. O livro é em terceira pessoa, bem curto, mas muito muito bom, o que mostra mais uma vez que Boyne só funciona comigo em livros curtos, e Alfie chega a se comparar a Noah de Noah Foge de Casa, também do autor e, claro, meu favorito. E novamente preciso indicar mais uma obra desse autor, a leitura pode até ser rápida, mas tem seu impacto.

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Publicado em 11/09/2014
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