Autora: Marissa Meyer
Editora: Rocco
Páginas:
480
Classificação:
5/5 estrelas

Já aconteceu a você de cair de amores por uma série de livros e ler tudo o que é possível sobre eles em pouco tempo? Algo como uma overdose  literária e você até treme pensando no próximo livro, em ler mais, em saber mais e até em tietar a autora em busca de spoilers? Pois bem, é exatamente isso que aconteceu comigo em relação as Crônicas Lunares, de Marissa Meyer. Dezenas de pessoas me indicaram e agora que finalmente surgiu a oportunidade de lê-lo eu cai de amores, viciei, provavelmente li os dois primeiros livros em 48hrs — apesar da semana de provas, apesar dos compromissos, apesar de ter uma vida e apesar, principalmente, de precisar dormir. Então só posso dizer que sou mais uma na fila de pessoas que indica essa saga com loucura.

Clique e leia a resenha do primeiro livro.

Nesse livro, além de continuarmos a descobrir um pouco mais sobre a história de Cinder, também conhecemos Scarlet, uma garota com uma família desestabilizada que afetivamente depende completamente de sua avó, a mulher que vem cuidando dela nos últimos anos e a ensinou tudo que sabe sobre a fazenda e o cultivo. Entretanto sua grand-mère desapareceu e a polícia não está muito interessada em encontrá-la. Agora está nas mãos de Scarlet e o estranho, ainda que lindo, Lobo trazer a boa velhinha para casa e é nessa busca que Scarlet percebe que não sabia nada sobre a mulher que a criou e sobre sua família.

A burrice não é tentar proteger você. A burrice é que quase acredito que vai fazer diferença.

Minha dúvida sobre essa segunda parte da saga (acredito que são quatro livros) era se a história de Scarlet conseguiria ser tão interessante e me surpreender como Cinder fez, e já posso dizer que sim, o fato das narrativas acontecerem em paralelo não me incomodou porque eu aguardava saber tanto sobre a garota inspirada em Chapeuzinho Vermelho quanto sobre a Cinderela ciborgue até que ambas se entrelaçaram nas páginas finais, resultado de como a relação de Cinder e Scarlett com a princesa Serena mudou suas vidas a ponto de vincula-las.

O humor simples e natural que encontrei no primeiro livro continua nessa sequência, mas a saga saiu melhor que a encomenda quando a autora também soube adicionar uma aventura boa o suficiente para deixar o leitor em frenesi e confesso que não esperava encontrar a linha que Meyer seguiu, não esperava algumas atitudes de certos personagens e a sensação do inesperado, algo raro em livros juvenis ultimamente, colocou essa saga no topo de minhas distopias favoritas.

Diga oi para ele por mim. Diga adeus.

Tudo bem, As Crônicas Lunares não é assim tão diferente das grandes distopias juvenis, mais uma vez encontrei um grupo de adolescentes que precisa salvar as pessoas que amam, garotos e garotas que precisam fazer sacrifícios e sofrer perdas para que a humanidade tenha alguma chance de sobreviver. E, em como todas essas grandes distopias, me emocionei e apaixonei novamente. Para quem sente falta de Jogos Vorazes e Divergente, As Crônicas Lunares é uma opção mais encantada, diferente, não só uma adaptação dos contos dos irmãos Grimm, mas algo que se tornou único ao misturar o novo e o velho.

Cadastre-se e receba novidades e ofertas
6036 pessoas visitaram
Publicado em 05/09/2014
Deixe seu comentário com o Facebook
Deixe um comentário

EDITORAS & PARCEIROS

Copyright © 2016 Livros&Citações. Todos os direitos reservados
Notícias, resenhas e indicações de livros!