Autora: Julie Cross
Editora: Jangada
Páginas: 384
Classificação: 2/5 estrelas

Em Vortex, Jackson Meyer já tomou sua decisão: nunca ter conhecido Holly. Ele acha que ao mudar a história ele irá protege-la. Entretanto, Jackson faz algo que ninguém esperava dele ao se tornar um agente do Tempest, uma divisão da CIA. Ao chegar no treinamento, Jackson se vê um peixe fora d’agua, todos acreditam que ele está lá só pelo seu pai e não por mérito. E, olhando o seu histórico, é a mais pura verdade. Jackson não conseguiria entrar na CIA sem seu pai – que se mostra outra pessoa no segundo volume de Tempest. Agora ele se importa com o filho e faz de tudo por ele. Não é o pai frio e distante que conhecemos na primeira obra.

Além disso, vemos pela primeira vez ou conhecemos melhor vários personagens. Como por exemplo a agente Stewart, que se mostra alguém fria e distante mas que na verdade é cheia de sentimentos dentro de si. Gostei do modo como Julie Cross abordou a personagem, porém a grande trama de Vortex é desvendar tudo o que há sobre as viagens do tempo e infelizmente Julie não conseguiu fazer isso. Ela fez um enorme ponto de interrogação na minha mente. E o problema é que Jackson não é Deus. Ele não pode mudar a história. Algumas coisas simplesmente têm de acontecer. Como ele entenderá isso?

Tudo o que qualquer um pode fazer… É amar quem a gente quer amar enquanto essas pessoas estiverem com a gente.

E sério, Julie, como você teve coragem de destruir o romance de Jackson e Holly? Eu sentia uma dor no peito cada vez que eles tinham alguma cena juntos e não era o mesmo de Tempest… Espero que na sequência a autora traga meu lindo casal de volta já que foi insuportável encontrá-los assim. E para falar a verdade não sei como que Holly voltará a ser como na linha do tempo original, minha cabeça simplesmente se quebra ao tentar desvendar isso, só posso dizer que estou tomada de medo.

Outro ponto triste de Vortex é que durante 95% da leitura eu tive sono. Tanto é que demorei quase duas semanas para lê-lo. Quando isso acontece comigo? Nunca! A autora esqueceu completamente a fórmula que usou no livro que antecedeu Vortex e o escreveu de qualquer jeito — pelo menos foi essa a sensação. Ou isso, ou Julie queria que odiássemos sua obra – o que eu acho improvável. Mas isso nos traz o problema de vários autores: como fazer a sequência de um livro ser tão boa quanto a primeira?

Eu nunca penso no futuro, pois ele chega rápido demais.

O que nos resta é esperar que em Timestorm Julie nos traga de volta a história mágica que ela nos presenteou em Tempest. Será que é possível? Talvez não seja muito bom criar expectativas para que a decepção não seja grande demais. Vou apenas dizer que o livro não foi de todo ruim: o aprofundamento da Agente Stewart e algumas surpresas que há no final fizeram de Vortex um livro que dá para ler. Então, não vou te desanimar quanto a continuar a leitura dessa série. Só digo para ir com calma pois nem tudo será como você imagina.

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Publicado em 09/09/2014
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Comentários
  1. Ana Caroline disse:

    Concordo com você Gabriela,eu achei que ela só enrolou,(embora tenha gostado muito das explicações sobre as viagens e a mudança dos personagens),porque Tempest foi tão perfeito,devorei.Já o Vortex demorei um pouco,li numa outra resenha que dizia:se você pegar esse livro para ler constantemente dá pra terminar,agora se você largar no meio é difícil pegar de novo,demora,e foi o que aconteceu comigo.Curti a resenha e espero que venha logo a resenha de Timestorm!.

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