Abandono

Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Páginas:
336
Classificação:
2.5/5 estrelas

Depois de esperar ansiosa pelo segundo livro da trilogia Abandono, não sei nem mesmo como iniciar a resenha  de um livro que demorei MESES para ler, um evento épico, algo que jamais aconteceu comigo. Pior, o livro foi escrito por Meg Cabot, mas será que foi mesmo?

Às vezes é melhor não saber.

O livro continua a jornada de Pierce  para se proteger contra as Fúrias e sua busca por vingança. Com a ajuda do maravilhoso senhor do Mundo Inferior, John Hayden, Pierce precisa se manter afastada das pessoas que ama e se acostumar com um novo e estranho mundo se quiser sobreviver. Mas quando sua família se torna alvo também, é possível se manter afastada?

Mais de duzentas páginas e um mesmo drama se repetindo, como se nossa protagonista estivesse atolada em uma areia movediça repleta de lenga lenga e uma trama sem sal, é assim que senti tudo ocorrendo na primeira metade desse livro, e eu gostei tanto do primeiro, do potencial de Cabot aproveitando-se da mitologia grega para criar sua própria história, com seu toque de humor e heroína desbocada, que me perguntei muito se estava lendo o livro errado. Afinal, qual foi o problema em Inferno?

Pois bem, provavelmente foi uma praga disfarçada de escritor fantasma — para quem nunca ouviu falar, é quando um outro escritor escreve a história – que está fazendo os livros de Meg Cabot caírem e muito no meu conceito, e como você lida com isso quando a autora em questão é uma que você acompanha e adora por anos, aquela que você está sempre disposta a ler? Você simplesmente não lida, meus amores, você engole a birra e lê até o fim, por mais forçada que a leitura seja.

Pierce tinha tudo para ser mais uma grande protagonista, mas esse livro começou com essa garota reclamando sobre algo, e quando ela finalmente consegue o que quer, ela simplesmente diz algo como “agora eu entendo seu lado, não quero mais”. COMO isso é possível? Como uma protagonista pode ser tão bipolar e sem razão aparente?

Mas calma, as últimas cem páginas salvam um pouco o livro, mas não apagam a sensação que esse foi um capítulo desnecessário da trilogia, algo que poderia ter sido escrito melhor em 50 páginas do que toda essa enrolação em trezentas e tantas que a autora usou. Se eu indico esse livro? Não, se você ainda não começou essa trilogia o que posso indicar é que leia outros livros de Cabot, um que ela realmente tenha escrito, de preferência.

Eu não estava bem. Não tinha certeza se algum dia ficaria bem de novo.

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Publicado em 26/08/2014
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