Autora: Cath Crowley
Editora: Valentina
Páginas:
 240
Classificação:
 4.5/5 estrelas

Lucy Dervish terminou o ensino médio e ela não quer voltar para casa como se fosse um dia normal. Esse foi um grande acontecimento e ela quer comemorá-lo com suas amigas, Daisy e Jazz. O problema é que elas decidem passar a noite fora de casa com Ed e os amigos dele, Leo e Dylan, mas suas amigas estão se esquecendo de um “pequeno” detalhe: há algum tempo Ed e Lucy tiveram um encontro e ele passou a mão em sua bunda sem nem ao menos tentar uma conversa antes. O que Lucy fez? Quebrou o nariz dele. Desde então, Ed saiu da escola e a deixou na mão em um grande trabalho, e agora os dois se odeiam.

O pior cego é aquele que não quer ver.

A única coisa que a faz se sentir inteira e feliz novamente são as paredes grafitadas pelo Sombra. Ele sim a entende e vê o mundo da mesma forma que ela. Tudo que ela queria era encontra-lo e dizer o quanto o adora  e as suas obras. E ela só vai topar essa noite porque os amigos do Ed dizem conhecer o Sombra e Lucy vai vê-lo hoje de uma forma ou outra. Mas, quando seu desejo finalmente se realizar ele vai ser tudo que ela esperava? Todos dizem que não é bom criar expectativas…

Ouvi uma frase esses dias que agora está fazendo todo o sentido para mim: “O quanto você gostou do livro depende muito da sua expectativa antes de lê-lo”. E parando para pensar agora, é a mais pura verdade. Por que? Graffiti Moon era um livro que eu nem mesmo conhecia antes de receber e, por este motivo, eu realmente não esperava nada. Achei que seria só mais um passatempo  de férias. O que aconteceu? Ele se mostrou surpreendente e, definitivamente, foi um dos melhores desse mês de julho.

O amor
Envolve com os dedos o seu coração
E o segura
Submerso
Lembre-se disso.

Lucy é uma garota tão inocente e só quer descobrir o sabor de ser feliz, se divertir com os amigos, passar uma noite fora de casa e conhecer seu tão amado Sombra. E tudo acontece muito rápido (o livro é curto), no entanto, não deixei de sentir na pele o que Lucy passou. Foi extremamente contagiante sua alegria ao ver os muros de Sombra – e eu posso dizer que sempre odiei Arte, uma das matérias que menos suportava na escola, e veja eu aqui amando as pinturas que nem mesmo vi do grande herói de Lucy.

Já com Ed eu vi a história de vários garotos pobres que não têm condições para nada mas, que ainda possuem esperança. Sim, eles têm esperança. Não é possível alguém ir lá e fazê-lo acreditar em algo se antes ele não tivesse pelo uma faísca dentro de si. E eu acho incrível histórias que mostram que tudo é possível, que não precisamos desistir. O mundo já é ruim por si só, encontrar um livro que mostra um pouco que tudo é realmente possível é tão bom.

A definição de loucura é fazer a mesma coisa duas vezes esperando um final diferente.

Cath Crowley fez um excelente trabalho, sendo objetiva, sem enrolações, com uma narrativa em primeira pessoa e sob a perspectiva dos dois personagens principais. Eu amava ler a cena sob o ponto de um e no próximo capítulo ler algo totalmente diferente – que ainda era a mesma cena – porque era o ponto do outro personagem, com outros sentimentos. Mas, como ninguém é perfeito, Crowley ficou devendo um pequeno detalhe que para mim fez toda diferença. Às vezes pode passar despercebido por você, mas para mim – que amo romances – não passou. Porém, não desista de Graffiti Moon, leia-o e descubra um mundo onde a esperança e a arte se encontram!

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Publicado em 05/08/2014
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