Scarlet (As Crônicas Lunares#2), de Marissa Meyer

 Scarlet, segundo livro da saga, é inspirado em Chapeuzinho Vermelho e mostra o encontro da heroína ciborgue que dá nome ao romance anterior com uma jovem ruiva que está em busca da avó desaparecida.

Criada em Rieux, na França, pela avó Michelle Benoit, Scarlet levava uma vida tranquila na fazenda da família. Quando Michelle desaparece misteriosamente e a polícia arquiva o caso por falta de provas, a neta não se dá por satisfeita e decide fazer o possível para descobrir o que aconteceu. Mas uma outra surpresa aguarda a jovem: um lutador de rua apelidado de Lobo cruza seu caminho e se oferece para ajudá-la.

Paralelamente, a ciborgue Cinder escapa da cadeia na companhia de Carswell Thorne, ex-cadete da Força Aérea condenado a seis anos de prisão. A bordo de uma nave que Thorne roubou das Forças Armadas da República da América, seu país natal, os dois partem para a Europa. Cinder, cuja verdadeira identidade é Selene, uma princesa do povo lunar e legítima herdeira do trono, quer encontrar Michelle Benoit na esperança de saber mais sobre a própria vida. Afinal, ela foi levada para a Terra ainda criança após sofrer uma tentativa de assassinato comandada por Levana, a atual rainha de Luna.

Que segredos guarda Michelle Benoit? Ela está viva ou morta? Quem a levou? Caberá ao quarteto formado por Scarlet, Lobo, Cinder e Thorne arriscar a vida em busca de respostas. Em uma trama recheada de ação e aventura, com um toque de sensualidade e ficção científica, Marissa Meyer prende a atenção e deixa os leitores ansiosos pelos próximos volumes de As Crônicas Lunares.

Luva Vermelha (Mestres da Maldição#2), de Holly Black

Cassel Sharpe nasceu em um clã de golpistas de primeiro time. O que os difere de outros vigaristas, no entanto, é que eles são capazes de operar maldições apenas com o toque dos dedos. Na continuação de Gata Branca, primeiro volume da bem-sucedida série Mestres da Maldição, o jovem Cassel já sabe que ele é um mestre da maldição muito poderoso. Recrutado pelos federais para ajudar a desvendar o assassinato de seu irmão mais velho, Cassel se vê entre a lei e a máfia, que sabe o quão valioso ele pode ser. Mas a quem ele deve recorrer se não pode confiar em ninguém – menos ainda em si mesmo?

Duas verdades e uma mentira (The Lying Game#3), de Sara Shepard

Depois de O jogo da mentira e Eu nunca…, a intrigante série The Lying Game, da queridinha dos adolescentes Sara Shepard, ganha mais um capítulo repleto de segredos e reviravoltas. Em Duas verdades e uma mentira, Emma continua se passando pela irmã gêmea morta, Sutton, e tentando desvendar os enigmas envolvidos no misterioso passado das duas. Mas a volta de Thayer, irmão da melhor amiga de Sutton, que estava desaparecido há alguns meses, complica ainda mais a vida de Emma, que precisa encaixar mais uma peça importante no intrincado, e perigoso, quebra-cabeça do passado da irmã.

 

Meus Quinze Anos, de Luiza Trigo

Uma festa de cinema! Este era o sonho de Bia, prestes a se tornar realidade em Meus 15 anos. Ela só não esperava que sua grande noite daria um filme – com direito a drama, romance, comédia e ação de tirar o fôlego. Bia é a protagonista do segundo romance da escritora carioca Luiza Trigo, que vem conquistando seu espaço entre o público adolescente e pré-adolescente desde sua estreia com Carnaval e que agora convida os leitores para uma superfesta. Aliás, para a festa.

Afinal, os 15 anos da Bia, a garota mais nerd e distraída do colégio, prometem surpreender muita gente. A começar pela metida e invejosa Jéssica, que logo se empenha em arrumar um jeito de estragar tudo, principalmente quando ela descobre o local da festa: nada menos que o Copacabana Palace. Outro que fica surpreso com a novidade é Thiago, o garoto mais bonito do nono ano e paixão platônica de Bia, até então praticamente invisível aos olhos dele…

Mas há também o Bruno, o melhor amigo de Bia, aquele com quem ela sempre pode contar – inclusive para ser seu príncipe na cerimônia; e, claro, as amigas inseparáveis Amanda, Roberta, Carol e Priscila, com quem ela pode dividir suas expectativas e inseguranças, alegrias e tristezas antes, durante e depois do grande dia. Ainda bem, pois a limusine estacionada na porta do prédio para levá-la ao Copacabana Palace era só a primeira de muitas surpresas que a noite traria.

Alternando a narrativa entre os principais personagens, a autora apresenta os diferentes pontos de vista de cada um, o que torna o texto ainda mais dinâmico e divertido. Desde a entrega dos convites até o surpreendente desfecho, não só a protagonista, mas também as melhores amigas, a rival, o amigo que se revela mais que amigo, o garoto popular que se mostra um mané, todos contam um pouquinho dessa história movida a sonhos, paixões, ciúmes, alegrias, decepções e, principalmente, amadurecimento, amizade e amor.

Apaixonada por filmes, livros e música, Bia queria uma festa de cinema. No livro, repleto de referências à sétima arte – cada capítulo traz o título de um filme com o qual a garotada certamente vai se identificar –, ela acabou virando a estrela do mais importante deles: o filme da sua vida.

 

O dia em que troquei meu pai por dois peixinhos dourados, de Neil Gaiman

Seu melhor amigo tem dois peixinhos dourados que você deseja muito! Mas ele não quer seu bonequinho, suas figurinhas ou sua velha marionete. Que tal então o seu pai? Em O dia em que troquei meu pai por dois peixinhos dourados, o aclamado Neil Gaiman, junto com o ilustrador Dave McKean – parceiro de longa data em sucessos como Coraline e Os lobos dentro das paredes – constrói mais uma história repleta de ironia, humor e doses de nonsense. A inusitada permuta que dá título ao livro é apenas o começo de uma incrível série de troca-troca que leva a um desfecho surpreendente.

Escrito a partir de uma proposta feita pelo filho de Gaiman que, revoltado ao receber uma ordem do pai, sugeriu trocá-lo por um peixinho, O dia em que troquei meu pai por dois peixinhos dourados narra uma aventura infantil com direito a divertidas reviravoltas, sem qualquer traço de moralismo.

Depois de oferecer o boneco transformer, as figurinhas de beisebol e todos os outros brinquedos que possui em casa, só resta ao protagonista da história trocar o pai, que vive a ler jornais. À revelia da vontade da irmãzinha, que vislumbra problemas com a mãe, o garoto não hesita ao propor a troca ao amigo Nathan, dono dos peixinhos que dão título ao livro.

Depois de uma longa e tensa negociação, Nathan sai feliz da vida com o pai do amigo. Mas a mãe do garoto não se mostra satisfeita com o trato, e pede para o jovem desfazer o negócio. Começam aí os problemas. Nathan já havia trocado o pai do amigo por uma guitarra com outra amiga, que por sua vez já tinha trocado o pai por uma máscara de gorila, e por aí vai…

Em uma louca comédia de erros, o rapaz e sua irmã atravessam a cidade em busca do pai. E Neil Gaiman mais uma vez mostra todo o seu talento. Com o apoio dos belos desenhos de Dave McKean, o inglês entrega aos leitores uma história cheia de reviravoltas e personagens cativantes sem deixar de lado o humor fantástico que arrebatou fãs no mundo todo.

 A Guardiã dos Segredos do Amor, de Kate Morton

Ninguém escreve melhor sobre segredos de família do que a australiana Kate Morton. Com três bem-sucedidos romances na bagagem – A casa das lembranças perdidas, O jardim secreto de Elisa e As horas distantes –, todos publicados no Brasil pela Rocco, a autora superou a marca de sete milhões de exemplares vendidos. Número um nas principais listas dos mais vendidos internacionais, Kate Morton recupera o romantismo das histórias de época e adiciona a elas personagens sensíveis, com doses extras de mistério, em tramas perfeitas para fãs de clássicos romances femininos, além de filmes e séries de época, como Downtown Abbey.

Contado em flashbacks, o livro começa com a adolescente Laurel Nicolson escapando, por um tempo, do piquenique da família. Ela escolhe a velha casa da árvore como refúgio para sonhar com o futuro, mas não imagina que iria presenciar um crime chocante, que mudaria tudo que sabia sobre a sua mãe e a sua família. Era o ano de 1961, e ela se prepara para voltar para o encontro de família quando percebe a chegada de um estranho.

Sem ser vista pelo misterioso desconhecido e por Dorothy, sua mãe, Laurel presencia um incomum diálogo e, para sua surpresa, a violenta reação da mãe, que esfaqueia e mata o visitante. Chocada e aturdida, a jovem só volta para casa quando a polícia já está presente, e vê sua mãe ser inocentada do crime.

A vida continuou para a família Nicolson. Até 2011, quando Dorothy está perto dos 90 anos e no fim dos seus dias. Laurel, já com seus 60 anos, se tornou uma famosa atriz, mas ainda é assombrada por aquela tarde. Quando uma fotografia antiga com sua mãe e outros dois jovens, achada em um velho livro de histórias com uma peculiar dedicatória desperta a sua curiosidade, Laurel resolve que é hora de investigar o que realmente aconteceu naquele dia.

 

Como treinar seu trem, de Jason Carter Eaton

E se, em vez de um cachorrinho, um gatinho ou mesmo um filhote de coelho, uma criança deseja ter um trem de estimação? Partindo do fascínio dos pequenos por essas máquinas incríveis, o escritor e roteirista Jason Carter Eaton escreveu Como treinar o seu trem. Com adoráveis ilustrações de John Rocco, o livro ganhou elogios da imprensa e alcançou o disputado ranking infantil do The New York Times.

Com efeito, o diálogo perfeito entre texto e imagem faz de Como treinar o seu trem um convite irresistível à leitura. O traço inimitável de Rocco, responsável pelo design de capa da série Percy Jackson e os Olimpianos, de Rick Riordan, empresta asas à fértil imaginação do autor, numa dobradinha capaz de divertir as crianças e enternecer os adultos.

A bordo dos vagões, ou melhor, das páginas, os pequenos leitores vão aprender como fazer para encontrar, escolher e capturar o perfeito trem de estimação! E, depois, claro, como treiná-lo, para ele não pular nas pessoas e não sujar o tapete de óleo, por exemplo… Outra dica importante do autor para os futuros proprietários de trens de estimação é que não será possível ir a todos os lugares com ele. Mas em compensação, ao ar livre, um trem de estimação pode ajudar seu dono a fazer novos amigos, afinal, eles certamente vão cruzar com outras crianças por aí com seus trens, aviões, caminhões e submarinos…

Da escolha do nome aos cuidados diários – que incluem doses de carinho e brincadeiras –, Como treinar o seu trem lida, com muito bom humor, com a paixão e a curiosidade das crianças por esse fantástico meio de transporte que carrega pessoas, sonhos e riquezas, e com a vontade de ter um bichinho de estimação. Moderno e veloz ou antigo como uma peça de museu, não importa. Como treinar o seu trem mostra que toda criança pode ter um trem de estimação. Basta escolher o seu e lembrar de seguir as dicas contidas nesse inusitado e divertido manual.

Safári, de Luís Dill

Enquanto traficantes, vagabundos, criminosos e meliantes se esgueiram pelas ruelas da Vila Fumaça, o edifício Excelsior, bem em frente à comunidade, abriga a sede do escritório Sándor & Associados, na eletrizante trama policial criada por Luís Dill. Romance de estreia do jornalista gaúcho pela Rocco, Safári conduz o leitor por esses dois mundos aparentemente opostos, mas estranhamente unidos por um ardiloso assassino. Em meio a uma fauna de tipos variados, movidos por relações instáveis e cheias de segredos, o leitor acompanha cada movimento da trama como quem assiste a uma ousada caçada na selva.

Alice, de B. Kucinski

Entre os muros da USP, um crime inconfessável é o ponto de partida para uma trama labiríntica em que um bem construído elenco de personagens – da vítima à mente criminosa, do delegado investigador ao professor chocado, todos com suas fragilidades, vaidades, medos, erros e acertos – forma um conjunto extremamente humano e simbólico da sociedade contemporânea. Este é o mote de Alice: Não mais que de repente, do aclamado jornalista e cientista político Bernardo Kucinski. Sob a assinatura de B. Kucinski, ele dá forma a um romance policial ambientado na mais prestigiada universidade brasileira.

No livro, uma jovem cientista é encontrada morta em sua sala, no Instituto de Ciências Físicas. Uma morte de causas não naturais, como logo percebe a perícia. E cercada de mistério. Alice Nakamura, a vítima, era considerada um gênio da matemática. Jovem, bonita e promissora, mantinha uma rotina sossegada, cujo foco era sua pesquisa: estava às vésperas de concluir uma importante descoberta. Não tinha problemas de saúde, inimigos, questões passionais. Era querida pelos colegas e pelos alunos. Não havia sinais de roubo. Por que, então, uma morte tão súbita? O que representa aquela tentativa de bilhete escrito a sangue, onde só se lê um esboço de letra “P”?

Magno, um experiente delegado de polícia, assume a missão de desvendar o caso. Mas não é o único. Rogério, orientando de Alice, também busca, às escondidas, pistas sobre o suposto crime. Para isso, conta com os conselhos de Zimmerwald, um velho cientista banido da universidade, que agora leciona Arte. Juntos, vão observar com desconfiança as possíveis peças desse intrincado quebra-cabeça, como a estranha visita de um professor americano, as promíscuas relações no ambiente acadêmico e o passado de uma família de imigrantes japoneses que tiveram que readaptar, à realidade brasileira, os costumes de seu país.

Alice marca a incursão de B. Kucinski no universo policial. Como em K., seu aclamado romance de estreia, o suspense aparece de forma intensa, irresistível. Seu estilo, porém, revela surpresas. Em vez do tom intimista de sua prosa anterior, marcada pelo jogo de tensões, agonias e pelos caminhos fragmentados, Alice desvela uma trama ágil – como num elogio às clássicas novelas policiais, e em especial ao “whodunnit” de Agatha Christie e Arthur Conan Doyle, no qual há muitos suspeitos, mas o verdadeiro criminoso só será revelado no final.

Ao mesmo tempo, este novo romance passeia com desenvoltura e coragem por temas muitas vezes nebulosos do Brasil contemporâneo, como as pesquisas do universo nuclear, as mazelas do ambiente acadêmico – onde nem sempre a ética permeia a produção científica – e os ainda velados preconceitos de gênero.

Um homem morto a pontapés, de Pablo Palacio

Publicados originalmente em 1927, quando Pablo Palacios não ultrapassava os 21 anos, a coletânea de contos Um homem morto a pontapés e a novela Débora são verdadeiros marcos da vanguarda literária hispano-americana, tanto em seu aspecto formal quanto temático. Inédito no Brasil, o autor equatoriano que nasceu em 1906 e faleceu em 1947, tendo vivido seus últimos anos num hospital psiquiátrico, teve sua obra, durante um longo período, interpretada pela chave da loucura, ao abordar temas anteriormente intocados pela ficção no continente e por flertar com o absurdo, o irreverente e o grotesco, num período em que predominava uma abordagem realista da literatura.

De repente, uma batida na porta, de Etgar Keret

A conhecida, mas pouco praticada, teoria do nocaute de Julio Cortázar – segundo a qual o romance vence sempre por pontos, enquanto o conto deve vencer por nocaute – cai ou bate como uma luva (de oito onças, aquela usada pelos lutadores pesos-pesados) para a literatura de Etgar Keret, uma das atrações da Flip 2014. Considerado o principal nome da literatura israelense pós-Amos Oz, Keret, que também é cineasta e autor de quadrinhos, conquista o leitor por sua rara combinação de profundidade e leveza.

É impressionante como os 38 contos (alguns bem curtos, outros nem tanto) de De repente, uma batida na porta – livro que a editora Rocco, em tradução de Nancy Rozenchan, escolheu para apresentar o autor israelense ao leitor brasileiro – têm “pegada”. Muitos deles atacam logo nas primeiras linhas, para definir um clima de nonsense, humor, compaixão.

Assim abre o relato “Equipe”: “Meu filho quer que eu a mate” (e quando o leitor descobre quem é a possível vítima, o susto ainda é maior). “Abrindo o zíper”, um relato fantástico na linha de Cortázar, inicia de maneira singela, mas irresistível: “Começou com um beijo. Quase sempre começa com um beijo.” “Mystique” tem, talvez, uma das aberturas mais notáveis de todo o livro: “O homem que sabia o que eu estava prestes a dizer sentou-se a meu lado no avião, e deu um sorriso idiota. Isso é o que era mais enlouquecedor nele, o fato de que não era inteligente ou sensível, e ainda assim conseguia dizer todas as coisas que eu queria dizer, três segundo antes de mim.”

À guisa de introdução, Etgar Keret – um contador de histórias vocacional – compõe o relato que dá título ao livro. Nele encontramos um escritor que, dentro de sua própria casa, é acossado por três visitantes indesejados e armados que exigem que ele lhes conte… uma história, que em realidade é aquela que está sendo narrada. No conto são citados dois dos mais conhecidos escritores israelenses da atualidade: “Aposto que coisas como esta nunca aconteceriam com Amós Oz ou David Grossman.” De fato, no plano literário, Keret estaria mais próximo à influência e à tradição de Kafka (ainda que um Kafka que tenha lido Kurt Vonnegut e assistido aos primeiros filmes de Woody Allen). E, ao contrário de Oz, representante de uma geração anterior, tem um olhar mais desencantado, e não pacificador, em relação ao Estado de Israel e aos conflitos na região do Oriente Médio.

Daí a violência na vida cotidiana que transparece em sua obra. “Simyon” retrata o clima de insegurança e falsas existências, à margem da sociedade: um atentado ceifa a vida do marido de conveniência que a protagonista havia arranjado justamente para fugir ao alistamento militar obrigatório, e de cuja existência ela nem mais se lembrava. A par da violência, os personagens estão imersos numa solidão aparentemente sem volta: em “Manhã saudável”, um homem se compraz em ser confundido, às vezes perigosamente, com outras pessoas. Só para poder ter alguém com quem conversar.

Hotéis, de Maximiliano Barrientos

No livro, Tero, Abigail e Andrea são os personagens principais de uma aventura a bordo de um Chrysler Imperial negro. Juntos, eles rodam paisagens impessoais de cidades que não chegam a se caracterizar, marcadas por quartos de hotel, bares e cafés. Uma história que vai se formando aos pedaços, cada capítulo contado sob o ponto de vista de um dos personagens. As paisagens que encontram se misturam com cenas de seus passados e, aos poucos, vão dando sentido à narrativa. Para onde vão? De que fogem? Apesar do movimento, o peso de tudo o que viveram segue atormentando cada um deles.

Tero e Abigail são ex-atores pornôs que se conheceram em cena. Um dia, ela resolve buscar a filha na casa da mãe, deixar um bilhete como justificativa e seguir apressada em uma fuga sem destino. Ela se aventura com a filha a cruzar estradas na companhia de um homem, na esperança de se casar de novo, de ter outro filho, de construir uma nova vida.

Tero se lembra da esposa, de sua infidelidade, da insatisfação de uma vida a dois, do dia em que saiu para dar uma volta e resolveu não retornar mais. Mas não consegue deixar de formar cenas do passado em sua mente, enquanto parece cada vez mais deprimido ao lado de Abigail.

A menina é a personificação do sonho. Andrea usa a imaginação infantil para transformar uma paisagem inóspita, imagina que voa e que se transforma nos mais diferentes personagens. Para narrar a história, Barrientos cria um documentarista, personagem que investiga o próprio passado tentando dar forma à trajetória dos outros.

 

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Publicado em 09/07/2014
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Comentários
  1. Crislane Barbosa disse:

    Oi!
    Ainda não li Cinder, mas a história parece interessante.
    Ah! Tem um erro em “Duas Verdades e Uma Mentira”. É o 3º livro. ^^

    Beijão!

    1. Gabrielle disse:

      Brigadão por avisar!

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