Autores: James Patterson e Jill Dembowski
Editora: Novo Conceito
Páginas: 272
Classificação: 2,5/5 estrelas

*a resenha pode conter SPOILERS dos livros anteriores.*

Ainda não resenhei nenhum livro do James aqui no blog, mas uma coisa que vocês devem saber é que eu gosto muitos dos livros do autor e ainda assim essa série definitivamente me frustrou porque esperava muito mais. Definitivamente, fantasia distópica não é para o James.

Nosso mundo não acaba quando você fecha o livro. Nosso mundo é real. Real demais.

O terceiro livro da série Bruxos e Bruxas, intitulado O Fogo traz o mesmo ambiente já enfrentado pelos protagonistas Whit e Wisty nos outros livros, mas deste vez além de fugir do Único que é o Único, os irmãos Allgood terão que enfrentar a Peste Sangrenta. Wisteria está contaminada e se Whit não se apressar ele também a perderá. Talvez para a peste, talvez para os soldados da Nova Ordem.

Depois da Resistência ter se espalhado, ter seus pais mortos e fisicamente e mentalmente debilitados, os irmãos terão que superar seus medos e enfrentar novamente a Nova Ordem, que a cada dia está mais cruel e impiedosa.

A Nova Ordem, com suas faixas em vermelho vivo que cobrem a Superfície, se alimenta do desejo de sangue. Essas pessoas são as filhas dela.

Aqui vamos ver que os protagonistas estão tentando melhorar suas habilidades, conhecendo-as melhor e mesmo se mostrando tão poderosos, ao mesmo tempo são tão cagões e cheios de mimimi de não querer machucar os caras maus. Isso realmente irritava, ELES SÃO OS MOCINHOS e mocinhos batem nos caras maus, mas toda vez que um deles chegavam a machucar o vilão ou algum de seus seguidores, logo vem aquele remorso e o sentimento de culpa, o que é totalmente deprimente pra quem está lendo. E o mimimi não é só por não quererem bater nos vilões, mas POR TUDO, tudo bem que a situação deles não é boa mas se lamentar vinte e quatro horas por dia não irá ajudar. E isso me irritou, muito.

Um grande personagem que ganhará uma maior exploração na narrativa é o Único que é o Único e seus fiéis seguidores. Conheceremos um pouco mais sobre quem é o cara por traz do Único que é o Único, se há sentimentos por baixo da casca de um vilão cruel e também sobre suas ambições e seus planos mais cruéis para a Superfície.

Agora vamos falar um pouco mais sobre esses planos cruéis. Percebemos aqui que os autores quiseram chocar o leitor com cenas de tortura e assassinatos a sangue frio. Somos bombardeados com páginas e mais páginas de crueldade pela N.O. em que mesmo crianças são chamadas para se tornarem assassinos. Não quero dar uma de masoquista, mas essa crueldade foi o que gerou um pouco de emoção e ação para o livro, foi o elemento utilizado pelos autores para tornar a leitura um pouco mais dinâmica e trazendo um pouco mais de emoções para o enredo.

Essas pessoas, seja lá quem forem, perderam alguém. Meu coração dói por eles; também conheço esse sentimento de perda. Pode acreditar.

Fuja. Fuja. Fuja. Em mais um livro é explorado a fuga de Whit e Wist dos soldados e fiéis seguidores do Único que é o Único e a verdade é que já está se tornando bem cansativo toda essa fuga e a obsessão do Único pela Wisteria. Mas, um personagem que voltou dos outros livros, mostrará que o tempo de fugir acabou e que eles devem enfrentar o que vier. E é aí que entramos no desfecho que foi — na minha opinião — a melhor parte de todo o livro, porque presenciaremos uma batalha incrível que vai da Superfície até o mais profundo da Terra das Sombras.

A narrativa segue o padrão dos outros livros, os capítulos são curtos e narrados alternativamente entre os irmãos protagonistas e, excepcionalmente, alguns são narrados por um terceiro que trará cenas que não estão presentes estes personagens mas o vilão e seus seguidores. A diagramação também continua a mesma. O mesmo estilo de capa — eu gosto das capas dessa séries, mesmo sendo tão básicas são muito bonitas –, abas, fonte e margem de um tamanho bom e folhas amarelas.

No Brasil, ainda faltam dois livros para completar a série Bruxos e Bruxas e não sei se é a melhor ideia. O Fogo seria um bom desfecho, mais algumas páginas só para concluir alguns pontos e estaria bom. Mas como teremos que enfrentar mais dois livros, creio que com aquele final é possível esperar um rumo diferente para os próximos livros e TALVEZ os autores consigam melhor isso em O Beijo,  já publicado no país. Só me resta torcer…

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Publicado em 10/07/2014
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