Autora: Elizabeth Haynes
Editora: Intrínseca
Páginas:
 330
Classificação:
 4/5 estrelas

Restos Humanos conta a história de Annabel Hayer, uma mulher que trabalha com análise de informações para a polícia e acaba achando o corpo de sua vizinha e passa a suspeitar do espantoso número de casos em que corpos foram encontrados dentro de suas casas por mortes aparentemente naturais e talvez tudo não seja somente coincidência, agora ela terá que provar para seus superiores que essas mortes devem ser investigadas.

Elizabeth Haynes escreve uma trama bem intrínseca e interessante, abordando um assunto bem diferente do que vemos nos romances policiais por aí. Primeiro porque simplesmente não existe, pelo menos não conheço, muitos livros que usam como enredo o fato que algumas mortes aparentemente naturais não sejam tão naturais assim na realidade e a autora soube explorar isso de uma maneira bem curiosa.

Além disso, Haynes deixou que nós pudêssemos explorar mais a mente de sua personagem principal, o assassino e as vítimas, dando para cada um seu próprio pedaço na narração e assim construindo uma ótima obra, é possível entender como cada mente trabalhava e como eles chegaram onde estão. Devo dizer que no começo eu não achei que a autora estava realmente nos deixando entrar na mente do criminoso, mas Haynes realmente me surpreendeu.

Quanto ao assassino, só posso destacar meu desgosto e ódio pelo dito. Sim, era asqueroso e realmente desconcertante ler sobre uma mente tão distorcida, como ele possua sua própria interpretação sobre tudo e a cada página minha vontade de vê-lo se dar mal só aumentava. Já nossa protagonista, Annabel, é o completo oposto, um amor sem ser muito rosa e brilhante, aquele protagonista perfeito não existe aqui, mas com o tempo o leitor provavelmente vai querer adotá-la. Além disso, foi interessante ver ela crescer durante a narrativa e o modo como desvendou tudo.

Por fim, acredito que o livro é algo que merece ser lido para quem gosta de um bom romance policial,, sendo uma abordagem interessante de um assunto inusual. É refrescante pelo tratamento dos personagens e também pela forma com que a autora soube trabalhar com o assunto proposto.

A morte era meu amante esquivo, estimado e longamente desejado, e sempre distante. Sempre fora de alcance.

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Publicado em 02/07/2014
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Comentários
  1. André Martuscelli disse:

    Adorei esse livro (assim como todos da Haynes)! O que mais apreciei em Restos Humanos, no entanto, não foi apenas a história, mas a forma como a autora conseguiu trazer alguns assuntos da atualidade de forma bem sutil, principalmente a solidão e o isolamento da nossa sociedade.

    Muito boa a resenha Débora!!!

    Recomendo a leitura para todos!

  2. Ronaldo disse:

    Muito bom o livro e sua resenha. Achei o assassino um nojento e tive raiva da Annabel em alguns momentos por sua baixa estima. Elizabeth me ganhou de vez.

    Há um posto sobre os três livros dela em meu blog, se quiser conferir:

    http://porquelivronuncaenguica.blogspot.com.br/2014/04/toc-pole-dance-e-solidao.html

  3. Depois da decepção com Vingança da Maré, relutei em ler Restos Humanos. Mas não me decepcionei. Não achei tão bom como No escuro, mas é um livro notável. Em meu blog faço uma resenha dos três. Se quiser conferir:

    http://porquelivronuncaenguica.blogspot.com.br/2014/04/toc-pole-dance-e-solidao.html

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