Autores: James Patterson e Emily Raymond
Editora: Novo Conceito
Páginas:
 240
Classificação:
 3/5 estrelas

Axi Moore é uma filha que todo pai queria ter. Ela acaba de perder uma irmã e após passar por vários problemas, ela não é revoltada como a maioria seria. Ao contrário, ela é comportada – uma garota exemplar. Porém, dentro dela, ela sente que quer explodir. E a única pessoa para quem ela pode admitir isso é para o seu melhor amigo, Robinson.

Depois de muito refletir, Axi chega à conclusão que a única forma de acabar com isso é fugindo. Ou melhor dizendo, viajando. Com apenas uma mochila e um mapa, ela decide que irá sair de sua casa e viver sua vida. Chega de ser a santinha que todos esperam que ela sejam. Mas, ela não quer ir sozinha. Espontaneamente, ela chama Robinson para ir com ela, para não deixa-la sair dos eixos. No entanto, o que ela sabe, mas tenta esconder de si mesma, é que é profundamente apaixonada por seu melhor amigo e ela não sabe, mas ele também sente o mesmo por ela. E, talvez, essa viagem seja a resposta para tudo.

Primeiramente, lindo enredo não é mesmo? Eu nunca havia lido nenhum livro de James Patterson antes – para falar a verdade nem sabia que ele escrevia romance. Então, Primeiro Amor foi minha primeira experiência com o autor. E, bom, sinceramente, eu esperava mais. Para começar, fiquei decepcionada com o nome da outra autora, Emily Raymond, ter ficado tão “apagado” na capa do livro, pelo motivo de não ser tão famosa como Patterson. Um tanto injusto isso, afinal, acredito eu que os dois tenham contribuído de forma igual para a obra.

Beijar Robinson foi como chegar ao fim de um deserto e encontrar uma fonte de água fresca. Era como a luz do sol depois de anos de inverno. Era como o Natal em junho. Era como… Ah, dá um tempo. Pra que me incomodar com frases poéticas idiotas?

E então há os personagens que mostraram-se bem decepcionantes. Até agora, depois de ter acabado o livro, eu ainda não consegui sentir compaixão por eles. Mesmo com a narrativa em primeira pessoa, sob o ponto de vista de Axi, eu não consegui me identificar com ela, nem sentir o que a abalava tanto. Para mim, é como se ela fosse uma estranha. Não vou contar spoilers, mas, a surpresa do livro me desapontou ainda mais. Até mesmo um autor tão famoso como Patterson seguirá no rumo da modinha do momento? Autores, vocês poderiam inovar mais.

Nunca ninguém morreu de loucura.

Eu acho incrível livros que tratam sobre viagens. Eu acho demais pessoas que tem coragem de colocar a cara a tapa e viajar, conhecer novos lugares, culturas e pessoas. Claro que eu viajo também, mas para um lugar conhecido e casas de familiares. Não sou corajosa a ponto de fazer uma viagem como a de Axi e Robinson. Porém, algo me incomodou na viagem deles. Como que eles decidem viajar roubando carros ao mesmo tempo que descobrem seu primeiro amor? Isso é um tanto estranho. Não consigo ver um amor aflorando dessa forma. Mas, existe opinião para tudo e talvez você tenha mais sorte do que eu em Primeiro Amor.

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Publicado em 27/06/2014
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