Autora: Mary Simses
Editora: Paralela
Páginas:
288
Classificação:
3/5 estrelas

O irresistível café de cupcakes conta a história de Ellen, uma advogada de Manhattan, que após sua avó falecer decide realizar o último desejo desta e entregar uma carta em mãos para Chet Cummings, um namorado de juventude de sua avó. Assim, ela deixa Manhattan para o que ela espera ser um passagem breve por Beacon, porém as coisas não saem bem como planejado e as coisas começam a mudar na vida de Ellen.

Sinceramente, eu não gosto muito de livros assim, principalmente porque eles geralmente seguem o mesmos clichês, que na maioria das vezes não são desenvolvidos muito bem e fazem com que você fique com raiva dos personagens, do livro e também da autora. Agora você deve estar se perguntando: então porque você lê esses livros? É masoquista por acaso? Não sou, não importa o que dizem as más linguás, mas eu leio pois espero que um livro desses ainda me surpreenda, além disso esse livro me fisgou pelo nome lindo (amo cupcakes)

E, como esperado, esse livro segue essa rota do clichê e devo dizer que me causou certa frustração, principalmente no quesito romance, essa receita de bolo onde o autor manda o personagem para uma cidade pequena, o mesmo é noivo e no final o personagem percebe que prefere uma vida mais tranquila no interior e finaliza o compromisso, e ainda há a cereja do bolo, um cara ou uma mulher nessa cidade que vai mexer com os sentimentos do tal personagem, e é isso que acontece em O Irresistível Café de Cupcakes, o que me tirou um pouco aquela vontade louca de ver o romance se desenvolver.

Mas não só de maus (ou repetidos) enredos vive essa história e devo dizer que a autora consegue construir bons personagens, principalmente a vovó, que sinceramente era alguém que eu queria ter na família. Além disso, amo que cada personagem tenha histórias e que suas vidas não vivam em função da trama, algo que infelizmente não acontece muito.

No geral, eu realmente gostei do café de cupcakes (eu sempre esquecia o irresistível, então vou chamar ele assim), porque é uma história que contra todos os meus preconceito acabou por me cativar e Mary Simses tem aquele tipo de escrita que te faz devorar as páginas e entrar dentro da história, e posso até destacar que não é o melhor livro nem o melhor enredo, mas recomendo para quem está em busca de algo mais leve, esse é o tipo de livro que traz um sorriso gostoso no rosto e não enche nossa mente com grandes questões.

Acho que essa é a lição em tudo isso — não ter oitenta anos e olhar para trás em sua vida, se perguntando se tomou a decisão certa ou como sua vida poderia ser diferente se tivesse feito outra coisa.

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Publicado em 24/06/2014
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