Autora: Joelle Charbonneau
Editora: Única
Páginas:
 320
Classificação:
 4/5 estrelas

Ao saber de que os direitos da série tinham sido vendidos e em breve seria comercializado no Brasil, esse livro passou a ser uma das prioridades. Ok, vamos pular a parte de elogiar o sucesso que as distopias vem fazendo no mercado e focar no quão boa essa distopia é e o quanto a autora soube conduzir o leitor.

Digo a mim mesma que estou o mais pronta possível para o dia e o que ele pode trazer.

O Teste só seleciona os alunos mais brilhantes da nação para serem os futuros líderes do país e assim, reconstruir o mundo destruído pela guerra. O que você faria se você tivesse a chance de ser escolhida? Mas e se isso custasse deixar sua família e aquilo que você era? Cia quer ser escolhida para o Teste, mas quando finalmente é escolhida acaba por descobrir que nem tudo é como ela imaginava e que para conseguir uma vaga na universidade, terá que lidar com pessoas que farão de tudo por ela também. De tudo mesmo.

Durante anos nossa protagonista amadureceu e cresceu focado no objetivo de ser escolhido pelo Teste e garantir sua vaga na universidade, assim como seu pai. Nesse ponto vemos uma singularidade das demais distopias, em que a protagonista não é frágil e precisa ser protegida. Não, Cia provará que é capaz de conseguir o que ela quer e que nada e ninguém irá impedir ela.

Mas desistir é a última coisa que eu faria. Não depois de tudo o que testemunhamos e as coisas que fomos forçados a fazer. Desistir seria como admitir que nada importou.

Não confie em ninguém. Esse foi um conselho do pai de Cia para ela e ela falhou. Isso foi quase que completamente destacado em toda a obra ao ponto de qualquer participante deixar o leitor ressabiado, mas para nossa protagonista isso não foi suficiente e ela acabou se entregando a relacionamentos e laços.

Aliás, ao mencionar os outros personagens preciso também dizer o quão mal explorados eles são e é nesse ponto que a autora deixou a desejar. Tudo bem, chegamos a conhecer alguns dos “amigos” da protagonista que eram da mesma colônia, entre outros, mas os personagens realmente intrigantes tiveram pouco espaço — claro que não vou mencionar quais, mas ao desenrolar da história você percebe que há muitos mistérios atrás de certas pessoas e eu adoraria conhecer cada um deles, talvez isso fique para um próximo livro.

Mas tenho mais quatro irmãos mais velhos. Quando empurrada, eu sei como lutar. Estou pronta para isso agora.

Distopias parecem ser escritas por psicopatas ou algum tipo de assassino, Joelle não é diferente. Durante o desenrolar da história a autora nos mostra quão letal o Teste pode ser, mas uma falha da autora foi demonstrar isso nos personagens que não fariam diferença. Nós sofremos quando um personagem é morto, mas neste livro os personagens que morrem não fazem falta alguma. A verdade é que, o leitor não tinha conhecimento nem do nome de alguns dos personagens, não sentíamos a falta deles, tornando as mortes extremamente desnecessárias.

Com uma narrativa fluente e com alguns pontos positivos e outro negativos, O Teste nos é apresentado como uma nova distopia que pode trazer mais do que a premissa promete e do que esperamos. Mesmo com um desfecho ainda previsível, não há como não estar excitado para o segundo livro desta trilogia que chega ao Brasil até o fim do ano.

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Publicado em 26/06/2014
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