Autor:  Gilberto Abrão
Editora: Companhia Editora Nacional
Páginas:
 360
Classificação:
 1/5 estrelas

O Escriba de Granada narra à história de dois personagens em épocas e lugares diferentes. O primeiro a nos ser introduzido é Jorge, que quando criança foi abandonado pelo pai. Sem outra escolha, a mãe o coloca em um internato a fim de trabalhar integralmente em seu empreendimento. Mal sabe ela o mal que fez ao filho ao colocá-lo naquele lugar. O que acontece é que havia um padre que abusava sexualmente das crianças. E fez o mesmo com Jorge. Desde então, Jorge teve ódio de seu pai por tê-lo abandonado e levá-lo a passar por tudo isso. Esse episódio deixou marcas profundas no menino —  fazendo-o odiar e criticar homossexuais, comunistas, negros e muçulmanos quando mais velho. Além disso, ele não conseguia durar em nenhum relacionamento com mulher alguma.

Por outro lado, conhecemos a história de Abul Qacem que mostra a longa e grande aventura entediante do auge e queda de Granada para os reis católicos. E para melhorar ainda mais as coisas, ele se apaixona pela mulher do rei, a sultana Aisha e vive um longo romance proibido.

Bom vamos lá… Jorge é uma pessoa extremamente difícil de conviver – tanto é que acabou seus dias sozinho. Até agora eu ainda não sei dizer se ele era homossexual ou hétero. Passamos toda a leitura com essa dúvida plantada na cabeça. Eu consigo entender o lado de Jorge por ter sido uma pessoa tão ruim na ditadura militar, visto que, sofreu pedofilia na sua infância. Porém, isso não é justificativa para ele ter sido tão cruel com todos. Até ter lido 3/4 do livro eu imaginava que a obra seria sobre o aceitamento de quem você realmente é e que nunca é tarde demais para se desistir. No entanto, depois de ler o final descobri que não era sobre isso que se tratava.

Já na história intercalada de Abul Qacem o resultado não foi melhor. Em uma linguagem extremamente chata e entediante, não se sabe qual o rumo a história a de se tomar. Afinal, tudo que lemos tem um objetivo certo? Eu não sei qual é o objetivo da história de Abul. Uma guerra interminável (com personagens com nomes difíceis de lembrar) e um romance proibido. É apenas sobre isso que se trata.

Gilberto Abrão me decepcionou muito com esse livro. Não há surpresas nem aquela história que te prende no livro. No fim, Jorge foi quem eu achava que ele fosse: alguém sem esperanças que vive sob o sentimento de ódio e vingança. Resumindo, O Escriba de Granada tinha de tudo para ser um ótimo livro mas, ao contrário disso, ele foi apenas um passar de páginas e perca de tempo.

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Publicado em 13/05/2014
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