Autora: Jennifer Weiner
Editora: Novo Conceito
Páginas: 400
Classificação: 3/5 estrelas

Ruth Saunders sofreu um acidente quando criança que deixou marcas pelo resto de sua vida. Com o rosto cheio de cicatrizes, ela é um tanto insegura sobre sua vida. Após a perda dos pais, ela mora com a avó e tem grandes sonhos. Depois de ter algumas desavenças na escola, Ruth descobriu sua paixão pela escrita e que a fez seguir em diante até o momento atual que é narrado no livro.

Em Hollywood, Ruth arrumou um emprego como roteirista de uma série. Porém, ela nunca teve namorado e o contato frequente com Rob a fez misturar as coisas e achar que estava apaixonada por ele mas ao se declarar ela teve uma péssima surpresa: ele não sentia o mesmo por ela. Depois de muito drama, a personagem “cresce” e consegue arrumar um namorado e uma série de tv sobre a sua própria história.

Isso era televisão para mim, o sonho de um mundo perfeito, no qual eu cabia, ao qual eu pertencia.

Em um primeiro momento, ela acredita que tudo seja tão lindo o quanto parece. No entanto, sua inocência logo acaba e ela descobre que em Hollywood ninguém se preocupa com o que ela acredita, acha ou sente. Se ela quiser ter sua série na tv terá que passar por poucas e boas e esquecer tudo que sua avó lhe ensinou desde criança.

Tenho de ir fazer isso. Tenho de ir. Porque, se eu não for, vou passar o resto da vida imaginando o que poderia ter sido. Imaginando como seria se eu tivesse tido a coragem de ir embora e tentar, se talvez eu pudesse ter sido outra pessoa.

Bom, o que mais gostei em Dias Melhores Virão é o fato de a autora explorar um mundo desconhecido – pelo menos para mim – que é o de escritores, roteiristas e diretores de séries de TV de Hollywood. Nada é tão fácil quanto parece. E essa é para as pessoas que exclamam “como você tem coragem?? É tão chato!!”  quando descobrem que curso Administração, leia Dias Melhores Virão e descubra o que é uma profissão para ninguém ter.

Jennifer Weiner apostou em um chick lit com um pouco de humor e uma narrativa em primeira pessoa, mas ela se esqueceu do algo a mais que faz prender o leitor. A cada página virada parece que se aumenta mais uma para acabar o livro. Não tem nada de atraente na narrativa, nem mesmo o romance descrito é promissor. Além disso, é muito difícil conseguir entrar na história e isso leva certo tempo.

Por favor, não parta meu coração.

Eu estava me desanimando muito com a leitura, visto que, a personagem se mostrava maleável ao comércio de Hollywood e esquecia suas crenças. Nada fazia para mudar o sistema nem mesmo para correr atrás do cara que ama. Isso me deixou com certo receio de voltar a ler livros de Jennifer. Porque de vítima já basta eu.

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Publicado em 15/04/2014
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