Autora: Katy Evans
Editora: Novo Século
Páginas:
288
Classificação:
5/5 estrelas

Como lidar com os hormônios com essa capa? E pior, essa é a parte mais leve do livro. Sim, garotos e garotas, eu finalmente entendi porque me indicaram tanto esse livro, não só isso mas também entendi porque amam tanto Remy e companhia. Real é a prova viva de que não importa o gênero, quando a escrita é de qualidade ela não só desce fácil como também apaixona.

Acho que gosto dele, e não gosto disso.

Esse é o primeiro volume de uma saga de cinco livros, mas somente os três primeiros giram em torno de Remington Tate e Brooke Dumas. Ele, claro, é conhecido por sua fama de garoto mal, um lutador que quebra tudo por onde passa, sempre acompanhado de garotas e muitas festas. Já Brooke é uma fisioterapeuta que sempre viveu no mundo dos esportes, entretanto como personagem principal até sofrer um acidente e precisar desistir de seus sonhos.

Quando se encontram, tudo o que Brooke vê é aquele corpo maravilhoso, escupido e feito para a paixão (uau!), mas apesar da fama de Remy, ele não a contrata para uma noite de sexo casual mas para ser sua especialista em fisioterapia esportiva até acabar a temporada de lutas em alguns meses. E enquanto convivem e lidam com os problemas pessoais um do outro, Remy e Brooke constroem um relacionamento que pode ser tudo para eles, mas talvez não dure quando o peso do mundo fora dos quartos de hotéis for grande  e pesado demais para seus ombros.

Sinto que a cada soco ele está dizendo a seus pais que eles estavam errados.

Sabe aquela receitinha básica de new adults? Sexo enlouquecido, draminhas do passado, paixão para todo lado? Então, ela pode até aparecer um pouco nesse primeiro livro de Katy Evans, mas não é a base do livro. A autora construiu uma história com um ritmo perfeito como o boxe, ela não teve pressa, não encontramos sexo logo nas primeiras páginas e o amor louco até existe, mas é algo que cresce pouco a pouco. Eu pensei seriamente que esse seria mais um Belo Desastre da vida, mas não, não é. Amor obsessivo? Sim, tem, mas não é algo simples, é um assunto sério e toda a história gira em torno do medo de Remy em Brooke  não aceitá-lo como é.

Claro que nem tudo é perfeito e preciso destacar a tradução e revisão do livro (tem xota para todo lado, não sei se usaria exatamente essa palavra). Primeiro estranhei as pontuações estranhas no livro — e mais tarde fui ler o original para ver se isso era algo já previsto e até é, faz parte da escrita da autora, mas a editora nacional errou algumas vezes, colocando pontuação onde não tinha. Há também alguns problemas na revisão, mas nada grotesco.

Mas quanto a história em si, colega, se alguém falar desse livro para você e você pensar, como eu também fiz, “é só mais um,” bem, respire fundo e pense novamente, Real é um dos poucos do gênero que posso apontar e dizer que houve uma pesquisa por parte da autora e o trabalho ao todo é tão bonito, é difícil dizer onde ela acertou tanto sem revelar demais, sem estragar a surpresa, e eu não vou fazer isso, então fica aqui somente a minha indicação: leia, leia e leia!

Você vai me deixar no segundo em que a coisa ficar complicada, e vai me deixar sem nada, quando quero você como nunca quis nada na minha vida.

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Publicado em 04/04/2014
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Comentários
  1. Brenda disse:

    Essa é a 1 resenha que vejo falando bem desse livro. Confesso que fiquei com o pé atrás,mas decidi ler. No começo é mais do mesmo,mas depois vai tomando um rumo bem legal.Não terminei ainda,mas vc me deu gas pra continuar.

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